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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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IBGE estima população de 185.820 habitantes em Teresópolis

Município foi o que registrou maior crescimento no último ano na Região Serrana

Paola Oliveira 

De acordo com a estimativa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Teresópolis já tem 185.820 habitantes, 1.580 a mais que no ano passado. Nas cidades vizinhas, esse crescimento habitacional é menor. De acordo com o estudo realizado neste ano, Nova Friburgo possui 506 pessoas a mais em comparação a 2020, quanto o número é de apenas 466 a mais em Petrópolis. Assim como no levantamento do ano anterior, os números mostram que Teresópolis continua registrando grande crescimento populacional – três vezes a mais do que as duas outras principais cidades da Região Serrana.
Nos dados da estimativa local realizada entre o ano 2019 e 2020, nosso município passou de 182.594 para 184.240 pessoas, um acréscimo de 1.646 teresopolitanos. No mesmo período, a previsão de aumento em Petrópolis foi de 487 habitantes e outros 527 em Friburgo. Segundo os dados do último Censo, dez anos atrás, a população local era de 163.746 pessoas, ou seja, 20.494 a menos que a estimativa atual. Enquanto isso houve crescimento de 10.761 pessoas na terra de Pedro e 9.076 em Friburgo. 
O grande crescimento populacional, de forma desordenada, tem gerado cada vez mais problemas em Teresópolis. De acordo com o Detran, já são 107 mil veículos emplacados aqui no município, sem contar os que estão em circulação e são registrados em outras cidades. Apesar disso, as ruas e avenidas são as mesmas de décadas atrás. Hoje, para conseguir um lugar para estacionar ou mesmo trafegar em alguns horários, se tornou uma missão difícil. Além do trânsito, as unidades hospitalares também são as mesmas de quando a população era muito menor. Por isso, quem conta com atendimento na rede do SUS, ou até mesmo na rede particular, espera por horas até ser atendido por um médico.
Além do trânsito, as unidades hospitalares também são as mesmas de quando a população era muito menor. Por isso, quem conta com atendimento na rede do SUS ou até mesmo na rede particular espera por horas até ser atendido por um médico. A construção de novos sepulcros desse tipo não tem acompanhado o número de mortes e, por diversas vezes, foi necessário adiantar o processo de liberação de jazigos e encaminhamento dos restos mortais para gavetas menores e construídas acima das maiores em várias quadras. Já houve casos de adiamento do horário do sepultamento para que acontecesse a liberação de uma gaveta.
Outro grave problema é o habitacional. Como muitos desses novos moradores são oriundos de outros municípios, buscando fugir da violência das grandes metrópoles, por exemplo, bairros populares têm tomado cada vez maior proporção e consequentemente registrado mais construções irregulares. Esse crescimento reflete na dia a dia das pessoas, que enfrentam maiores dificuldades para conseguirem  vagas para os filhos em creches e escolas, sem esquecer que  o mercado de trabalho também se tornou mais disputado, sendo ainda mais complexo conseguir uma colocação. 

 

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Edição 24/02/2024
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