Marcello Medeiros
Nesta quinta-feira (04), as igrejas católicas de Teresópolis celebram o Corpus Christi, solenidade religiosa dedicada à celebração da presença de Jesus Cristo na Eucaristia. A data ocorre sempre 60 dias após a Páscoa, tradicionalmente em uma quinta-feira, em referência à Quinta-Feira Santa, quando, segundo a tradição cristã, foi realizada a Última Ceia. Em diversas cidades brasileiras, a celebração é marcada pela confecção de tapetes coloridos nas ruas, procissões e missas especiais. Em Teresópolis, o dia é considerado feriado municipal, conforme estabelece a Lei nº 2.651/2008. Serão realizadas duas grandes celebrações no município, em São Pedro e Várzea.
Às 9h na Igreja de Santa Teresa, às 9h, será realizada missa celebrada pelo bispo diocesano, Dom Joel Portella Amado, seguida de procissão. Na paróquia de São Pedro, bairro de mesmo nome, as atividades terão início às 15h30, com a concentração na Casa de Simão. No local, os fiéis participarão de um momento de louvor, adoração e meditação sobre a Eucaristia. Às 18h, será realizada a procissão em direção à Igreja Matriz, seguida da celebração da Santa Missa.
Corpus Christi é uma das poucas ocasiões do ano em que o Santíssimo Sacramento, a hóstia consagrada, deixa o interior da igreja e percorre as ruas da cidade, em sinal público de fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Fora desta solenidade, algo semelhante só ocorreu durante a pandemia da Covid-19, quando, com as igrejas fechadas, a Igreja levou a Eucaristia até as pessoas, em caráter excepcional. Um dos destaques da celebração são os tapetes confeccionados ao longo do trajeto da procissão. O trabalho leva, em média, de três a cinco horas, dependendo da extensão e da complexidade dos desenhos. Os materiais mais utilizados são sal e serragem, em quantidades que costumam ultrapassar 50 quilos, conforme o tamanho do tapete. Os desenhos podem seguir modelos previamente definidos ou nascer da criatividade dos voluntários. São comuns representações de Nossa Senhora, de Jesus Cristo, dos padroeiros das paróquias, símbolos de movimentos e pastorais, além de mensagens sobre paz, amor e solidariedade.
Os tapetes fazem memória à passagem dos Evangelhos que narram a entrada de Jesus em Jerusalém, quando a multidão estendeu mantos e ramos pelo caminho para a passagem do Senhor. Os materiais em si não possuem um significado específico na tradição, mas são utilizados por serem simples e acessíveis às famílias e comunidades. (Com informações da Diocese de Petrópolis)






