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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Julho com alto índice de queimadas em Teresópolis

Foram mais de 30 chamadas para combate ao fogo em vegetação somente nesse período

Luiz Bandeira

O aumento no número de casos de incêndio na vegetação em Teresópolis é um tema que constantemente visitamos, mas que ganha maior relevância nessa época de estiagem, o quê exige a conscientização de toda a população, no sentido de evitar, prevenir e combater a propagação de possíveis focos de incêndio, sob o risco de enfrentarmos, em um futuro próximo, consequências graves e definitivas ao meio ambiente e aos indivíduos que nele habitam. Os riscos à saúde, provenientes dos incêndios em vegetação, vão além dos mais óbvios que podem ser fatais para alguns espécimes protegidos e também aos seres humanos. As queimadas pioram a qualidade do ar que respiramos e para quem sofre problemas respiratórios, por exemplo, isso causa muito desconforto, podendo levar a internações. E, mesmo com tantos perigos e alertas sobre o assunto, em 2022 o número de queimadas no município aumentou 15% em relação ao mesmo período do ano passado em Teresópolis, os seis primeiros meses do ano.
O 16º GBM, somente neste último mês de julho, combateu 34 focos de incêndio em vegetação no município. Comparando com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de mais de 60%, já que em julho de 2021 os bombeiros registraram 21 queimadas combatidas. Nos sete primeiros meses deste ano, as equipes enfrentaram 60 incêndios na vegetação, contra 52 em igual período de 2021, uma elevação de mais de 15% no número de queimadas. Em todo ano de 2021 foram registrados 112 incêndios na mata.
A Assessoria de Comunicação do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro informou, em nota, respondendo aos nossos questionamentos sobre as queimadas na cidade que “Os incêndios podem iniciar-se de forma espontânea ou ser consequência de ações e/ou omissões humanas, mas mesmo nesse último caso, os fatores climatológicos e ambientais são decisivos para incrementá-los, facilitando sua propagação e dificultando seu controle”. Ou seja, enquanto estivermos sob as atuais condições climáticas que oferecem condições a propagação dos incêndios, com baixa umidade e vegetação seca, há de se ter muito mais atenção e cuidado no manuseio de material inflamável. Ainda assim, eventualmente, elementos da própria natureza podem iniciar um incêndio, porém o descuido de quem frequenta ou é vizinho de áreas de florestas é a maior causa das queimadas, como relata a assessoria dos bombeiros. “Os incêndios florestais podem ser causados por causas naturais, como raios, reações fermentativas exotérmicas, concentração de raios solares por pedaços de quartzo ou cacos de vidros em forma de lente e outras causas; imprudência e descuido de caçadores, mateiros ou pescadores, através da propagação de pequenas fogueiras, feitas em acampamentos; fagulhas provenientes de locomotivas ou de outras maquinas automotoras, consumidoras de carvão ou lenha; perda de controle de queimadas e por incendiários e/ou piromaníacos”, apontam os bombeiros.

Os riscos à saúde, provenientes dos incêndios em vegetação, vão além dos mais óbvios que podem ser fatais para alguns espécimes protegidos e também aos seres humanos

Prejuízo para unidades de conservação
Teresópolis é uma dos poucos municípios do Brasil que tem o privilégio de ter boa parte de seu território convertido em unidades de conservação ambiental, e no nosso caso são três áreas preservadas onde há uma inestimável riqueza de espécies da fauna e da flora, nativas e remanescentes da quase extinta Mata Atlântica e que precisam ser cada vez mais protegidas dos incêndios. Se não houver políticas públicas que inibam os desmatamentos e as queimadas criminosas, corremos o sério risco de enfrentarmos, mais frequentemente, deslizamentos de encostas e escorregamento de pedras, que invariavelmente, vão expor ao risco a população mais carente, já que grande parte das comunidades se estabeleceram em morros. Outra questão preocupante é a dificuldade das equipes em acessarem alguns pontos mais frágeis das unidades de conservação. No Parnaso, por exemplo, há cerca de sete anos, um incêndio fugiu do controle dos brigadistas, que não conseguiam alcançar os focos e, por conta disso, ficaram queimando por dias uma grande área protegida, onde centenas de animais morreram causando uma tragédia ambiental sem precedentes.

As queimadas pioram a qualidade do ar que respiramos e para quem sofre problemas respiratórios, por exemplo, isso causa muito desconforto, podendo levar a internações

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Edição 13/08/2022
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