Luiz Bandeira
Uma parceria operacional direta e estratégica entre o Programa Linha Verde, do Disque Denúncia, e a 5ª Unidade de Polícia Ambiental (UPAm), em conjunto com outros órgãos, como a secretaria municipal de Meio Ambiente de Teresópolis, tem sido fundamental no combate aos crimes ambientais na região. Como resultado, mais ações de fiscalização tem ocorrido no município, que, em 2025, realizou 373 operações para apurar reclamações feitas pelos teresopolitanos – um grande crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com os dados do Linha Verde, obtidos com exclusividade pelo Diário, os bairros com mais frequência em denúncias do tipo são Albuquerque, Meudon e Barra do Imbuí, com o desmatamento e maus tratos a animais liderando as estatísticas.
A maior parte da fiscalização realizada através do Linha Verde é feita pela 5ª UPAm/Três Picos, unidade sediada na Fazenda Ermitage e subordinada ao 7º Comando de Policiamento de Área (7º CPA). Anualmente, é realizado um balanço das operações conduzidas pelos agentes da unidade de polícia ambiental e, mais uma vez, foi registrado crescimento desse tipo de ação delituosa nos limites do município no ano passado, em comparação com o ano anterior.

Os agentes da 5ª UPAm respondem prontamente às evidências e denúncias de irregularidades ambientais de diferentes naturezas. Ainda assim, os registros de crimes ambientais em Teresópolis, recebidos pelo Programa Linha Verde, seguem em trajetória de crescimento. Em 2025, o município atingiu um novo recorde: entre janeiro e dezembro foram contabilizadas 373 denúncias, número 22% superior ao registrado em 2024.
O desmatamento permanece como o crime ambiental mais denunciado no município, com 84 registros. Somadas às 66 denúncias de extração irregular de árvores, o total chega a 150 ocorrências relacionadas à supressão de vegetação apenas em 2025 – um dado considerado alarmante.
Outras infrações ambientais também apresentaram crescimento significativo. Os maus-tratos contra animais somaram 78 denúncias, enquanto a poluição do ar foi registrada 53 vezes. Houve ainda 43 denúncias de construção irregular, 38 de extração irregular de solo, além de 34 registros cada relacionados a queimadas e à guarda ou ao comércio ilegal de animais silvestres.
Apesar de ser um dos municípios do Estado do Rio de Janeiro com grande parte de sua mata nativa protegida por unidades de conservação, Teresópolis ainda enfrenta ações de indivíduos que demonstram pouco ou nenhum compromisso com a preservação ambiental.

Região com mais reclamações
O cenário torna-se ainda mais preocupante ao analisar as localidades com maior número de denúncias. Em Albuquerque, na zona rural, foram registrados 24 crimes ambientais em 2025. Já no Meudon, área urbana, houve 18 denúncias, seguido por Barra do Imbuí, com 16, Vargem Grande, no Terceiro Distrito, com 13, e o Alto, com 10 ocorrências. Os dados reforçam a importância contínua das ações de fiscalização e proteção ambiental para conter a exploração ilegal de recursos naturais, que exige vigilância permanente.
O Programa Linha Verde, do Disque Denúncia, recebeu em 2025 mais de oito mil denúncias de crimes ambientais em todo o Estado do Rio de Janeiro. A população pode denunciar crimes contra o meio ambiente pelo telefone (21) 2253-1177 ou 0300 253 1177 – ambos com WhatsApp com anonimato garantido –, pelo aplicativo Disque Denúncia RJ, pelo site www.disquedenuncia.org.br ou pela fanpage do Linha Verde no Facebook www.facebook.com/linhaverdedd.

BAIRROS COM MAIS DENÚNCIAS EM TERESÓPOLIS *
Albuquerque – 24
Meudon – 18
Barra do Imbuí – 16
Vargem Grande – 13
Alto – 10
Caleme – 9
Várzea – 8
Pessegueiros – 8
São Pedro – 7
Bonsucesso – 5
- Números de 2025, segundo base de dados do Linha Verde
CRIMES AMBIENTAIS MAIS COMETIDOS EM TERESÓPOLIS *
Desmatamento florestal – 84
Maus tratos contra animais – 78
Extração irregular de árvore – 66
Poluição do ar – 53
Construção irregular – 43
Extração irregular de solo – 38
Guarda/comércio de animais silvestres – 34
Queimadas – 34
Lixo acumulado – 17
Poluição das águas – 14
- Números de 2025, segundo base de dados do Linha Verde







