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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Mais um incêndio no entorno de unidade de conservação

Corpo de Bombeiros utiliza aeronave para evitar ampliação de queimada criminosa

Marcus Wagner

O Corpo de Bombeiros de Teresópolis precisou entrar em ação na última quarta-feira para combater mais um caso de incêndio em mata na localidade de Bonsucesso. Para atender a ocorrência, os agentes contaram até com o apoio de um helicóptero e conseguiram controlar o foco. Além do risco envolvendo moradores da localidade, havia preocupação também de que o fogo não se alastrasse para a área de preservação ambiental já que a região fica no entorno do Parque Estadual dos Três Picos.
Os registros de incêndios no estado cresceram quase 80% em comparação aos dados relativos ao ano passado, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Enquanto em todo ano 2018 o Rio de Janeiro teve 103 focos de incêndios, nestes primeiros sete meses de 2019 já foram registrados 185 pontos de queimadas.
Por conta desta situação alarmante, o Corpo de Bombeiros entrou em alerta com relação à ocorrência de incêndios em mata a na Região Serrana e designou uma força tarefa para ficar de prontidão para esses casos, principalmente em Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo. O longo período de estiagem e o clima seco propiciam as condições para que o fogo se espalhe com facilidade e esse risco aumenta com a prática irregular de queima de pasto em algumas propriedades.

Destruição em Petrópolis
Há cerca de duas semanas, equipes do 15º GBM, em Petrópolis, e brigadistas do PrevFogo, lotados no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, tiveram que trabalhar bastante para evitar que um incêndio que teve início às margens da BR-495, rodovia que liga Teresópolis a Itaipava, distrito do município vizinho, chegasse à parte alta da unidade de conservação ambiental. Devido às difíceis condições de acesso ao local do fogo, que tudo indica ter sido criminoso, foram destruídos aproximadamente 200 mil metros quadrados de área verde. Além das ações em campo, o helicóptero do Corpo de Bombeiros foi acionado.
Se as chamas não tivessem sido controladas pelos militares e brigadistas, a situação poderia ter sido catastroficamente pior. Geralmente o fogo tem início em margens de estradas ou propriedades vizinhas a florestas e encostas, tomando posteriormente locais de difícil acesso e consequentemente proporções quase que incontroláveis. Além do óbvio prejuízo à fauna e flora, os incêndios florestais podem gerar outros problemas que afetam diretamente o homem, como a supressão de nascentes e o aumento considerável do risco de escorregamentos de terra. Sem a proteção do solo, quando chega o período de chuvas fortes aumentam as possibilidades de deslizamentos. 

Bombeiros de prontidão
Uma força-tarefa formada por militares do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro e brigadistas do ICMBio e IBAMA tem atuado na Região Serrana para combater focos de incêndios em áreas verdes e de preservação. Chamada de operação Extinctus, a ação, que conta com o suporte de viaturas e de duas aeronaves, já utilizou mais de 50 mil litros de água no combate aos focos que atingiram a área.

O tempo seco tem ampliado os riscos de incêndio nas matas. Mais de sete mil ocorrências foram registradas pela corporação em todo o estado, de janeiro a junho.
– Embora a corporação não apure as causas das ocorrências, o que é feito por órgão policial por meio de perícia técnica, a experiência dos militares aponta para incêndios causados por queimadas ilegais (renovação de pastagens, vandalismo, queima de "limpeza" e queda de balões). Os principais danos são as perdas da flora e fauna naturais do Estado do Rio de Janeiro – explica o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do CBMERJ, coronel Roberto Robadey Jr.

Prevenção 
Os focos de incêndio em vegetação são mais comuns quando há conjunção de fatores como baixa precipitação, pouca umidade do ar e altas temperaturas. A população pode ajudar a prevenir este tipo de ocorrência ao evitar acender fogueiras, queimar lixo no quintal, soltar balões, jogar pontas de cigarro em qualquer ambiente, principalmente, nas estradas próximas à vegetação, e jogar garrafas de vidro em áreas florestais e em beira de estrada. Elas funcionam como lente de aumento para os raios solares, gerando calor. Quem provoca incêndio está sujeito a pagar multas altas ou até mesmo ser preso, dependendo das consequências dos seus atos. O crime deve ser denunciado pelo telefone da Policia Militar (190).

 

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Edição 18/08/2022
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