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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Morre o artista plástico José Ramon

Morreu nesta terça-feira, 30 de janeiro, o artista plástico José Ramon, um dos fundadores da Sociedade dos Artistas de Teresópolis (Soarte) e conhecido por seus belos quadros com temas sobre a natureza exuberante da cidade. ?Só do Dedo de Deus eu tenho mais de 100 quadros?, comentou certa vez em vídeo o paulista de Serra Negra, José Ramon Leme, que se estabeleceu no município em 1962

Morreu nesta terça-feira, 30 de janeiro, o artista plástico José Ramon, um dos fundadores da Sociedade dos Artistas de Teresópolis (Soarte) e conhecido por seus belos quadros com temas sobre a natureza exuberante da cidade. “Só do Dedo de Deus eu tenho mais de 100 quadros”, comentou certa vez em vídeo o paulista de Serra Negra, José Ramon Leme, que se estabeleceu no município em 1962. O artista, que era cadeirante, tentava se recuperar das lesões de um acidente sofrido em sua casa no mês de dezembro. 

José Ramon adotou Teresópolis como se fosse sua cidade de origem, trabalhando ininterruptamente ao longo de mais de 50 anos de carreira e conquistando o respeito do público admirador de arte e dos profissionais da área.

Velório na capela mortuário do cemitério Carlinda Berlim, com sepultamento às 10h desta quarta-feira.

José Ramon

O professor Ramon carrega em sua arte características pinceladas impressionistas, que trazem a intensa sensação de luminosidade e profundidade, em quadros repletos de nuances de cor, sombras a luzes que a natureza apresenta nas suas infinitas possibilidades, encontradas nas belezas naturais da Serra dos Órgãos. 

Um dos destaques da obra de José Ramon é a presença do nosso maior símbolo turístico, o Dedo de Deus. “Esta é uma paisagem das mais magnificas que nós vamos encontrar pelo mundo. Uma prova disso são as inúmeras obras que vendi ao longo da minha carreira e que se espalham pelos mais diferentes cantos do mundo tendo como inspiração o Dedo de Deus e o seu entorno. E as pessoas sempre gostaram de comprar e replicar as belezas da montanha. Eu posso falar com propriedade sobre a cidade porque são mais de 40 anos aqui estabelecido, é a minha cidade, a cidade que me acolheu tão bem”, enalteceu o artista, em entrevista concedida ao DIÁRIO no dia 25 de outubro de 2017.

Também questionado sobre a motivação e sua capacidade produtiva, visto que José Ramon havia enfrentado alguns problemas de saúde, o pintor esbanjou otimismo e explicou como conseguiu adaptar sua arte as suas limitações motoras, hoje bastante severas. “Minha técnica hoje se adaptou um pouco. Antigamente eu gostava de ir aos lugares e reproduzir aquilo que me chamava a atenção, mas agora, por conta do meu problema de locomoção estou tendo que usar a fotografia. Mas também não me impede de exercer minha capacidade criativa. Aliás, tem um exemplo disso agora recentemente, quando recebi uma encomenda de um quadro do Dedo de Deus em tamanho grande e que usei uma foto atual como delimitação do objeto, mas não me impediu de construir uma vegetação com tons avermelhados, que não são características da região, com flores diferentes, ou seja, usando a minha criatividade com as cores, mas mantendo as formas”, explicou Ramon.

Quanto a inspiração do trabalho, Ramon não esconde, ou seja, Teresópolis e suas imensas belezas surgem como unanimidade. “A inspiração continua sendo a mesma que tinha no início da minha carreira, e olha que hoje as barreiras são enormes, tenho um problema de saúde que me faz não poder contar com uma perna e um braço, ou seja, sou quase metade de mim, mas ainda sim, em meio as dificuldades, posso dizer que nada mudou na minha produção, que continua apaixonada, vocacionada e com ênfase na nossa cidade tão bela. Passar a frente de um Dedo de Deus e não parar para admirar, ou não se permitir enxergar uma beleza como essa, que nós temos o privilégio de abrigar, eu, humildemente considero uma grande perda de tempo e de oportunidade. Considero que todo teresopolitano deveria ter a prática de contemplar essa bela paisagem, e lembro com muito carinho das minhas viagens de volta para cá. Sou do interior de São Paulo e sempre que voltava para casa, logo no trecho onde o Dedo de Deus aparece majestoso, já vinha aquele sentimento de que ali realmente o dedo do criador existia”, finalizou Ramon.

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Edição 17/05/2022
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