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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Número de atendimentos do Corpo de Bombeiros cresceu em 2019

Setor de estatísticas do 16º GBM realiza análise das ocorrências para municiar ações de prevenção

Marcus Wagner

O ano de 2019 registrou um aumento expressivo nos chamados de emergência para os agentes do 16º Grupamento de Bombeiros Militares (GBM), como mostram as estatísticas apuradas pela unidade. Somente os casos de atendimentos clínicos chegaram ao telefone 193 em quantidade quatro vezes maior do que no ano anterior. Esse balanço nas atividades dos bombeiros é um trabalho que visa identificar onde é necessário propor melhorias nas ações de saúde e segurança pública do município. Nossa reportagem obteve com exclusividade os dados que demonstram a amplitude da atuação das equipes de emergência em nosso município.
Os atendimentos nas ruas, colisões entre veículos, atropelamentos, fogo em vegetação, distúrbio comportamental estão entre os vários tipos de ocorrência catalogados que renderam mais chamados. De acordo com o capitão Fábio Pimentel, a realização deste levantamento tem a finalidade de apurar as razões pelas quais os eventos ocorrem, locais, horários e tipo de vítima para ajudar a salvar vidas, antecipando o acontecimento destas situações.
“Foram 210 eventos clínicos em 2018, enquanto em 2019 subiu para 862 casos. As ocorrências de fogo em vegetação no ano passado bateu o recorde de 2017, atingindo 412 eventos em nossa área operacional como um todo. A mesma coisa acontece com quedas de pessoas. A gente nota que as colisões de veículos e atropelamentos vêm crescendo de uma forma gradual e uniforme. É fundamental não só levantar números, que são frios. Essas ocorrências tratam de vidas ou de patrimônio. São lágrimas de mães que perdem seus filhos ou filhos que perdem seus pais. A gente quer fazer esse levantamento para ver onde que está o problema para junto às autoridades tentar corrigir”, afirmou Pimentel.

Suporte à área da saúde
Diante da falta do serviço de ambulância do SAMU em Teresópolis, os atendimentos clínicos nas ruas ficaram sob a incumbência dos bombeiros que precisam se desdobrar para suprir essa deficiência da saúde pública municipal. 
A diferenciação dos tipos de ocorrências também permite verificar a necessidade do cuidado de pessoas com problemas psiquiátricos: “A parte de transtorno comportamental, que a gente atende bastante, teve um aumento significativo, passando de 222 para 234. Muitos desses casos são recorrentes, ou seja, como o nosso município não possui uma unidade especifica para tratamento psiquiátrico, muitas vezes levamos esse paciente para a UPA que é o que temos por referência e lá ele é medicado, mas não tem continuidade. Acontece de atendermos várias vezes a mesma pessoa que sofre desse transtorno”, contou o Capitão. 

Ações no trânsito
Pimentel destaca que um dos eventos que são catalogados com precisão são os atropelamentos no centro da cidade, onde há informações tanto sobre veículos como também sobre as vítimas envolvidas, assim como quedas de motos. Dessa forma, quando ocorre uma convergência dessas ocorrências, os dados são passados para a secretaria de segurança pública, Guarda Municipal e Polícia Militar para que possam realizar alguma ação a respeito.

Trabalho já rende resultados
Os atendimentos relacionados a fogo em vegetação e deslizamentos de terra são considerados sazonais, ou seja, possuem época específica no ano para ocorrer. Em Teresópolis, enquanto o período chuvoso abrange de novembro a abril, a época em que há mais casos de incêndios florestais vai de julho a outubro.  Com essa dinâmica, foi possível ao 16° GBM apontar, através da comparação estatística, uma correlação entre os eventos. 
“Fizemos um estudo de pontos de fogo em vegetação e há coincidência deles com pontos de deslizamento de terra, vimos que boa parte deles são nos mesmos locais, o que fez a gente concluir que os incêndios florestais empobrecem o solo e favorecem os deslizamentos pela aceleração da erosão. Por isso fizemos uma série de palestras com moradores do entorno da Serra dos Cavalos, uma área que envolve Vale da Revoltam Jardim Meudom, Perpétuo, Pimentel, Rosário, Santa Cecília, várias comunidades.  No ano passado só tivemos um evento que foi resolvido pela própria comunidade.  Lá é um local de difícil acesso. Com o cruzamento de dados pudemos quase zerar os eventos de fogo em vegetação”.

 

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Edição 28/05/2024
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