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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Número de casos de estelionato em Teresópolis cresceu 135,5% em 2022

Luiz Bandeira

Os crimes de engenharia social vêm se tornando uma ameaça mundial. Isso se deve a muitos fatores, entre eles à globalização econômica, à variedade de mecanismos engenhosos que potencializam golpes virtuais e ainda porque em muitos casos o criminoso não precisa estar diante da vítima, às vezes não reside nem no próprio país da vítima e utiliza recursos tecnológicos que proporcionam falsificações utilizadas em transações financeiras pela internet. Os golpistas se aprimoram na mesma velocidade que são criados recursos de segurança financeira. Por tanto, todo cuidado é pouco para não ser mais uma vítima.

Esse aumento dos índices de estelionato em nível mundial vem sendo observado também nos números apresentados pelo Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP), que apontam crescimento exponencial de casos de golpes praticados no estado. Quando verificamos os números de comunicação de crimes de estelionato registrados na 110ª delegacia, percebemos que essa tendência mundial de crescimento para essa modalidade criminosa, vem sendo ainda maior no município de Teresópolis. O ISP aponta que, de janeiro a dezembro de 2022 foram registrados na cidade 1333 casos de estelionato, número 135,5% maior quando comparamos com o mesmo período de 2021, quando foram 566 casos.

Nesta quarta-feira, 01, a equipe de reportagem do jornal O Diário e Diário TV buscou a palavra do delegado titular da 110ª DP, Dr. Márcio Dubugras, sobre o aumento de golpes aplicados sobre a sociedade. “O crescimento dos crimes de estelionato dos golpes é um crescimento mundial, a tecnologia facilitou que pessoas, especialmente hackers, consigam obter informações pessoais, números de cartões, códigos de segurança, validade do cartão, isso aí facilita que as pessoas realizem esse tipo de golpe”, explicou o delegado.

O maior problema atualmente para combater esse tipo de crime é que eles agora não dependem da presença do golpista diante da vítima, como revelou o delegado. “Antigamente o estelionato era praticado de forma pessoal. O golpista ia à casa de alguém, solicitava informações como se fosse representante de um banco, informando que era um recadastramento de dados, recadastramento de senha e aí aquela pessoa era enganada e se tornava vítima de um golpe. Tinha também caso de cheques em nome de terceiros quando se falsificavam as assinaturas, são alguns exemplos”, pontuou o policial.

Ajuda da tecnologia

Dr. Márcio afirmou que isso mudou e que os golpes agora são praticados através da tecnologia. “Pelo menos 50% dos registros de crimes em Teresópolis são de crimes de estelionato. Por tanto muito cuidado, muita cautela, a tecnologia auxilia muito, mas as pessoas têm que estar preparadas pra evitar que se caia em um golpe principalmente acessando informações desconhecidas”. O delegado recomenda cuidado em abrir mensagens, links supostamente enviados por banco, e-mails desconhecidos e desconfiar de ofertas de prêmios. “Se você tiver um pouco de atenção vai evitar a ação criminosa, desconfie sempre, mesmo que a pessoa diga que é um parente seu e está em dificuldade financeira”, alerta, referindo-se aos conhecidos golpes que utilizam o aplicativo de mensagens WhatsApp.

O delegado disse ainda que nesse tipo de crime provar que realmente houve um golpe e reverter um prejuízo é muito difícil. Um dos fatores que atrapalham o trabalho de investigação de polícia é o fato de que muitas vítimas não registram o crime na delegacia, muitos por vergonha e alguns por entender que deve assumir o prejuízo sozinho, porém isso só dificulta o combate ao crime, como destaca o delegado. “A sociedade tem sempre que registrar o crime ocorrido, não deixe de registrar o fato, mesmo que seja uma tentativa de golpe. Porque se você se mantém inerte você impede que a polícia tenha conhecimento dificulta a investigação e esse autor vai continuar praticando vários golpes”. O delegado titular da 110ª DP afirmou ainda que a Polícia Civil trabalha em várias investigações, com autorias definidas.

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Edição 13/07/2024
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