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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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O DIA DA IMPRENSA

Cabe à imprensa informar e opinar sobre o que interessa à sociedade sempre ávida pelo esclarecimento do tempo em que vive

Wanderley Peres

Comemorado até 1999 no dia 10 de setembro, data de surgimento do primeiro jornal impresso no Brasil, a “Gazeta do Rio de Janeiro”, em 1808, desde então o dia 1 de junho é a data máxima da Imprensa brasileira, que lembra o primeiro jornal a circular no país, o “Correio Braziliense”, criado também em 1808, três meses antes da Gazeta, mas impresso na Inglaterra.

Em Teresópolis, a imprensa surgiu escrita em 1902. Depois do primeiro jornal, “Therezopolitano”, que teve duas fases e parou de circular por volta de 1915, tivemos ainda o “Therezopolis”, de 1911; “Gazeta de Therezopolis”, 1913; “Correio Popular” e “O Paquequer”, que viveram às turras os dois entre 1818 e 1822, até surgir o jornal “O Therezopolis”, em 1923. Criado por Olegário Bernardes e dirigido por Nilo Tavares, a história desse jornal se emendaria à do “Teresópolis Jornal”, criado por Nilo Tavares depois que este desentendeu-se com o sócio Olegário, que já havia relançado a “Gazeta de Teresópolis” em 1936 – esses os dois principais jornais do município no século passado, parando de circular a Gazeta em 2009 e ainda em circulação o TJ, que faz 100 anos no ano que vem.

Além destes oito jornais, quase uma centena de outros títulos vieram a lume nestes 120 anos da imprensa em Teresópolis. Mais recentemente, em 16 de julho de 1988 surgiu O DIÁRIO, com circulação diária desde 1994 e que publica neste dia 1 de junho sua edição de número 7617, entre todos que já circularam o que tem maior número de publicações.

Cabe à imprensa informar e opinar sobre o que interessa à sociedade sempre ávida pelo esclarecimento do tempo em que vive. E fazer uma imprensa informativa e crítica tem sido uma das tarefas mais difíceis nesses tempos em que “as mídias sociais deram o direito à fala a legiões de imbecis que, anteriormente, falavam só no bar, depois de uma taça de vinho, sem causar dano à coletividade, e agora têm o mesmo direito à fala que um ganhador do Prêmio Nobel”, como define o nosso tempo de liberdades e libertinagens o Umberto Eco. O sociólogo era tão crítico das redes sociais ao ponto de dizer que ela “promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”. Vivemos tempos ainda mais difíceis hoje em dia por conta do extremismo exacerbado a partir da ação das milícias virtuais a serviço da política, perfis falsos, pagos, patrocinados e robôs que dão o tom ao gado político, não importa em que extremo paste, gente que não se informa, e faz aumentar a desinformação a partir da repetição de mentiras e frases feitas, perigo à liberdade de expressão.

Era previsível isso. Antes mesmo da internet, antes do computador inclusive, Nelson Rodrigues já dizia, nos anos 1970, que os idiotas iriam “tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade”. E quanto a isso nada se pode fazer, servindo apenas de oportunidade para que os esclarecidos continuem na missão de esclarecer, de clarear as mentes com a informação, como pedia Hipólito da Costa, mais de duzentos anos atrás, na primeira edição do seu Correio Brasiliense, de 1 de junho de 1808.

Então, neste 1 de junho, data máxima da imprensa, vida longa a quem pensa e ousa dizer e escrever o que pensa.

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Edição 18/08/2022
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