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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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O repúdio de Teresópolis à Enel

Por unanimidade, Câmara Municipal aprova voto e convoca representante da concessionária para explicar a demora no retorno da luz

Wanderley Peres

Devido a grande demora no retorno do fornecimento de energia elétrica em várias localidades do município de Teresópolis desde o último sábado, 18, por conta da chuva com forte vendaval, provocando enormes prejuízos e revelando despreparo da empresa fornecedora de energia elétrica ao teresopolitano, a Câmara Municipal aprovou requerimento à concessionária Enel, pedindo explicações e providências, e solicitando o comparecimento do representante da companhia que possa responder perguntas em sessão plenária a ser designada para tal fim. O requerimento foi aprovado por unanimidade, depois da manifestação de diversos vereadores, cada um contando sua experiência com os sofrimentos que presenciaram nestes últimos dias.

Entre as providências solicitadas pelo poder Legislativo estão a criação de uma força tarefa para que seja procedido o monitoramento das árvores que possam representar risco de queda sobre a rede elétrica de nossa cidade e realizar o devido corte dos galhos e outras medidas que se façam necessárias para evitar situações como as experimentadas pela população nos últimos dias, exigindo ainda os vereadores

Devido aos enormes transtornos decorrentes da falta de fornecimento de energia elétrica por diversas horas a inúmeros bairros de nossa cidade em razão da queda de árvores e galhos sobre a rede elétrica, solicito que seja enviado a este poder Legislativo minucioso relatório das ações e medidas de prevenção que acaso foram tomadas nos últimos seis meses; o quantitativo de funcionários e viaturas que atuam nas equipes de reparos e manutenção da rede elétrica sob concessão da Enel em Município.

Na mesma sessão, o vereador presidente da Câmara Municipal, Leonardo Vasconcellos, apresentou Voto de Repúdio à concessionária Enel, por conta da demora para o retorno da energia elétrica em função do despreparo e falta de equipes, e a ausência de prevenção dos acidentes ocorridos, que poderia ter evitado a interrupção de energia e o transtorno verificado.

“A atitude tomada pela ENEL, no que tange a lentidão na execução do serviço de restabelecimento da energia elétrica em diversos pontos de nossa cidade após o temporal ocorrido no sábado dia 18 de novembro do corrente ano, acarretou insatisfação a população passando assim a produzir um desserviço aos munícipes, o que, em nosso entendimento, empobrece a imagem que tínhamos dessa empresa quando era denominada CERJ, que sempre teve todo o nosso respeito e consideração. Em virtude deste acontecimento, o Poder Legislativo de Teresópolis vem expressar o seu repúdio através do presente Voto”, justificou o vereador, repúdio que foi assinado por todos os vereadores presentes.

FIM DO CONTRATO

O Rio de Janeiro está entre os três contratos de concessão para distribuição de energia elétrica. Firmado em 1996, o Contrato 005-1996, em que o estado do Rio de Janeiro concedeu o serviço à Ampla, vence em dezembro de 2026, daqui a três anos, quando o governo estadual poderá assumir o serviço, ou providenciar, antes do prazo de vencimento, a devida licitação. Em cada vencimento, o governo federal pode decidir se vale a pena renová-los, se pretende abrir concorrência para contratar uma nova empresa ou se ele mesmo vai prestar o serviço.

Em Teresópolis, o abastecimento de energia elétrica foi feito pela própria municipalidade durante 45 anos. Entre 1922 e 1967, a empresa de energia elétrica era própria, gerando na Usina do Fischer, com investimentos e participação do governo do estado. Nesse ano de 1967, mais de 50 anos atrás, o Município passou ao estado a responsabilidade do abastecimento, e este incluiu Teresópolis no consórcio da CBEE, Companhia Brasileira de Energia Elétrica, empresa que assimilou, depois, a CELF, Centrais Elétricas Fluminense, passando a fazer parte do Estado em 1977, depois da fusão do Rio de Janeiro com a Guanabara, em 1975, fazendo surgir a CERJ, Companhia de Energia do Rio de Janeiro, empresa estadual que foi privatizada em 1996.

Edição 22/02/2024
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