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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Obras da Águas em Teresópolis: “Estão aproveitando só para fazer politicagem”, diz Rangel

Vereador cobra criação de empresa reguladora local e lembra que envolvidos no governo que ‘vendeu a água’ hoje se dizem contra o que está sendo feito

Marcello Medeiros

Nem só de Neymar tem falado o teresopolitano. A possibilidade de uma redenção do atacante santista e sua contribuição na conquista do hexacampeonato tem ficado em segundo plano em Teresópolis: um dos assuntos mais discutidos nas redes sociais são as obras da concessionária Águas da Imperatriz. Apesar de fundamentais para a implantação do sistema de coleta de esgoto e a modernização da rede de distribuição de água, os dias e horários em que elas são realizadas, além de serviços sequenciais em ruas próximas, causando grandes engarrafamentos, entre outros problemas, tem sido motivo de debate pela população. E, no meio dessa discussão, tem tentado se promover pessoas com interesses políticos – direta ou indiretamente. Essa é a visão do vereador Marcos Rangel (PP), que na última sessão ordinária da Câmara Municipal voltou a cobrar a criação de uma agência reguladora local para fiscalizar a concessão e falou ainda da politização do assunto, destacando que, entre os que têm criado vídeos paras redes sociais ‘cheios de soluções’, estão pessoas que trabalharam diretamente para o processo que culminou com a saída da Cedae e a entrada da Águas da Imperatriz, ainda no governo Vinicius Claussen.

Apesar de fundamentais para a implantação do sistema de coleta de esgoto e a modernização da rede de distribuição de água, os dias e horários em que elas são realizadas, além de serviços sequenciais em ruas próximas, causando grandes engarrafamentos, entre outros problemas, tem sido motivo de debate pela população. Foto: Arquivo O Diário

“’Para mim não é surpresa ficar preso no engarrafamento, isso é fato e que iria acontecer com qualquer empresa. É fato, não sem pode ser utópico. O que não pode é todo mundo ter, agora, uma solução. Uns querem que façam à noite, mas quem mora perto não quer barulho… É um imbróglio monstruoso, mas está tudo dentro do contrato, tudo amarrado. Foi feito dentro de uma prefeitura cheia de grade, carro de polícia, com determinação judicial para fazer e sem poder fazer nada. E o mais incrível é ver pessoas que participaram disso, que ajudaram na construção do contrato diretamente, ex-secretários, gente do primeiro escalão do governo à época, mas que hoje faz parte de outros grupos políticos, agora com soluções…. E as pessoas batendo palma, sem saber quem essas pessoas são, que foram elas que construíram esse contrato e deram todo o respaldo para a concessionária”, pontuou o edil.

Uma das primeiras audiências públicas, no Ginásio Pedrão. As seguintes, em locais com pouquíssimas vagas ou até fechados ao público. Foto: Arquivo O Diário

“Cheio de especialista na internet”
Há meses, Rangel tem questionado a inoperância da Agenersa, a agência reguladora responsável pela fiscalização da concessão, que poucas vezes esteve em Teresópolis desde que o governo Vinicius Claussen assinou o que foi chamado de ‘venda da água’. O vereador lembrou que o contrato só foi permitido por conta de decisão obtida por essa gestão na Justiça, havendo hoje cláusulas inclusive que podem atrapalhar a saúde financeira do município em caso de uma ação da prefeitura para interromper as obras.

Processo que culminou com a saída da Cedae e a entrada da Águas da Imperatriz, ocorreu no governo Vinicius Claussen. Foto: AsComPMT

“Temos feito hoje requerimentos, cobranças, é o que podemos fazer quanto não temos o poder de multar, de embargar. E só está assim porque está no contrato também que caso o município crie obstáculos para que se avance as obras, terá que pagar multas. Foi um contrato muito mal feito, muito amarrado e agora quem ajudou está fazendo político. Na internet, todo mundo tem solução pra tudo. Basta colocar na IA que terá uma obra maravilhosa, mas na prática não é bem assim, a realidade é outra. Precisamos cobrar sim, mas não do jeito que acham. Nem governo municipal, estadual ou podem tirar assim. E, com isso, tudo que falarem daqui até outubro, é só politicagem”, frisou.

Alguns protestos foram realizados pela população, questionando a maneira que a ‘venda da água’ estava sendo feita. Foto: Arquivo CMT

Teresópolis 24/06/2026
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