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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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População transforma terreno vizinho da UPA em lixão clandestino

Frequentemente descarte irregular e criminoso amplia riscos de doenças ao lado de unidade hospitalar

Marcello Medeiros

É comum associar a deficiência da prestação de um serviço público àqueles que ganham – e muito bem – para realizá-lo. Logicamente, prefeito, secretários e seus subordinados têm suas responsabilidades, mas há vários casos é que de quem acusa a culpa por uma situação problemática. Um desses exemplos é a grande quantidade de lixões clandestinos em vários bairros de Teresópolis, sendo um dos mais vergonhosos o que ocorre frequentemente na Rua Filomena, que conecta os bairros de São Pedro e Bom Retiro em saída lateral à Unidade de Pronto Atendimento, a nossa UPA. E aí o problema é amplificado. Em meio a restos de todo o tipo que não deveriam ser jogados em via pública, ou em qualquer terreno baldio, a contribuição para o empoçamento de água e consequentemente a proliferação do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, além de outros vetores de doença que podem complicar a situação de saúde de quem já está debilitado e procura a unidade hospitalar administrada pelo governo municipal.

“Vem gente de vários cantos jogar o seu lixo nesse terreno baldio, não é pessoal daqui não. Tem lixo de todo o tipo, até resto de móvel e obra, coisas que não deveriam estar nesse local”, pontuou ao Diário a leitora Luíse Costa. Foto: Reprodução


Nesta terça-feira (20), recebemos mais um pedido de ajuda de vizinha ao problema: “É constante essa situação horrível aqui. Vem gente de vários cantos jogar o seu lixo nesse terreno baldio, não é pessoal daqui não. Tem lixo de todo o tipo, até resto de móvel e obra, coisas que não deveriam estar nesse local”, pontuou ao Diário a leitora Luíse Costa, que motivou que cobrássemos mais uma vez um posicionamento do poder público municipal. Alertado pela reportagem que a situação havia voltado a ficar crítica, o governo municipal encaminhou equipe para realizar a limpeza na área.
Em nota encaminhada ao Diário através da Assessoria de Comunicação da prefeitura, a secretaria municipal de Obras e Serviços Públicos informa que “a limpeza do terreno é feita periodicamente, entretanto, é preciso conscientização e colaboração da população no sentido de não jogar lixo ou entulho no local”.
A PMT também pede que a população denuncie quem insiste na prática no mínimo desrespeitosa, sem esquecer que também se trata de crime ambiental. Informações podem ser passadas através do WhatsApp (21) 2742-8264. As solicitações, sugestões, reclamações e elogios também podem ser registradas através do aplicativo eOuve ou pelo site www.teresopolis.rj.g ov.br. “Para atendimento presencial, o contribuinte deve se dirigir à Ouvidoria Geral (Av. Lúcio Meira, 375 sala 105 – Centro Administrativo Municipal Manoel Machado de Freitas, Várzea), no antigo Fórum. O atendimento ocorre de segunda a sexta, das 9h às 18h. Também pode ser enviado e-mail: ouvidoria@teresopolis.rj.gov.br”, reforça o governo municipal.

Escalada da dengue
Em material informativo encaminhado à imprensa nesta segunda-feira (19) pela manhã, a prefeitura de Teresópolis divulgou o número de casos de dengue no município em 2024. Entre os dias 1º de janeiro e fevereiro, foram confirmados 142 casos, com seis casos graves, onde se fez necessária a internação. “Desses seis casos, apenas um paciente permanece internado”, informou a PMT. No final da tarde, a Secretaria de Estado de Saúde (SES), que na semana passada indicava em seu painel de vigilância epidemiológica que eram “apenas” 55 confirmações em Teresópolis, atualizou esse número para 160. Também de acordo com a SES, em Petrópolis são 262 confirmações, enquanto Nova Friburgo lidera essa preocupante estatística na Região Serrana, com 507 casos em 2024.


Edição 12/04/2024
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