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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Por trás das operações, cães da GCM passam por treinamento diário em Teresópolis

Companhia K9 prepara novos filhotes para atuação na segurança pública, enquanto mantém rotina de exercícios com os animais já formados

Maria Eduarda Maia

O que um cão precisa aprender para atuar ao lado da Guarda Civil Municipal? Em Teresópolis, a preparação dos animais da Companhia K9 começa muito antes das operações nas ruas. Por trás do árduo trabalho, existe uma rotina que exige dedicação, disciplina e uma relação de confiança entre os cães e seus condutores. O treinamento envolve exercícios diários, socialização, adaptação a diferentes ambientes e desenvolvimento de habilidades específicas para a atuação na segurança pública. Atualmente, três novos cães estão sendo integrados à equipe. Duas fêmeas chegaram primeiro e, quatro dias depois, foi a vez de Hunter, que veio do Degase. Os filhotes estão nas primeiras etapas de treinamento, que envolvem a socialização e a ambientação, preparando-os para as atividades que poderão desempenhar futuramente.
De acordo com o comandante da GCM, Gil Wellington, os treinamentos são planejados pela própria equipe da Guarda Municipal e contam com a participação dos integrantes da unidade. “Os cães têm uma rotina diária de treinar de manhã e de tarde. Essa fase que os filhotes estão treinando agora é chamada de socialização e ambientação”, explicou, em entrevista ao Diário.

Os cães são estimulados a superar obstáculos e alcançar o alimento em diferentes alturas, desenvolvendo confiança e habilidades durante a fase de socialização e ambientação. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Nova geração em treinamento
Durante uma atividade acompanhada pela reportagem do Diário, os filhotes foram estimulados a superar obstáculos, alcançar alimentos em diferentes alturas e desenvolver confiança diante de situações que poderão encontrar ao longo da vida. A alimentação e a brincadeira também são utilizadas como ferramentas de estímulo durante o processo. Segundo Gil Wellington, o interesse dos animais por determinados objetos e recompensas é aproveitado para incentivar a participação nos exercícios. “A bolinha é uma rotina que vai ser diária na vida dele toda. É uma situação que vai viver a vida deles toda, até o final, porque é a parte legal e que a gente precisa do trabalho”, destacou o comandante, contando que essa atividade tem papel importante na preparação dos cães que serão treinados para detecção.
A preparação também inclui a adaptação a situações cotidianas, como a presença de água e veículos com o motor ligado. A intenção é fazer com que os animais se acostumem gradualmente a diferentes estímulos e ambientes. Os três novos integrantes estão sendo preparados para atuar na detecção de armas e drogas. Entretanto, o início das atividades operacionais depende do desenvolvimento individual de cada animal e da conclusão das etapas de treinamento. Segundo o comandante da GCM, a formação completa pode levar aproximadamente um ano. Algumas atividades de reconhecimento de área, porém, podem começar antes, dependendo da evolução dos filhotes. “Para dizer que eles estão em campo, em trabalho, a previsão é de oito meses a um ano. Mas vai depender de cada cão”, explicou Gil Wellington.

Os exercícios envolvem a busca por odores específicos, preparando os cães para a futura localização de drogas e armas. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Treinamento contínuo
Enquanto os filhotes avançam nas primeiras etapas, os cães que já atuam na Companhia K9 também mantêm uma rotina intensa de preparação. Os exercícios envolvem proteção dos condutores, obediência e detecção de armas e drogas. O GCM Loures explica que o treinamento acontece diariamente e que as próprias atividades externas representam oportunidades para colocar em prática o que os animais aprendem. “A gente treina todo dia de manhã e de tarde, os cães de proteção e os cães de detecção. Quando a gente vai para operações, automaticamente é um treino. Quando a gente vai para uma partida de futebol, para o Carnaval, automaticamente é outro treino. Então, é sempre treino e sempre real”, contou.
Durante a demonstração acompanhada pela reportagem do Diário, foram apresentados exercícios de proteção e detecção. Taz, cão de proteção, realizou atividades voltadas à proteção do condutor, enquanto Cron, cão farejador, participou de exercícios de localização de odores específicos, utilizados no treinamento para detecção de drogas e armas.

O GCM Loures explica que o treinamento acontece diariamente e que as próprias atividades externas representam oportunidades para colocar em prática o que os animais aprendem. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário


De acordo com Loures, os exercícios reproduzem situações semelhantes às encontradas durante o serviço, permitindo que os animais mantenham o condicionamento e a familiaridade com as atividades operacionais. “A gente faz o trabalho real também, como se estivesse dentro de uma comunidade fazendo o serviço de busca e detecção de drogas e armas, por exemplo”, disse.
Entre os cães da Companhia está DJ, que já participou de diversas operações e recebeu premiações. Segundo o GCM Loures, a unidade de Teresópolis vem se destacando pelos resultados alcançados nas ações de localização e apreensão de entorpecentes “No Brasil, a gente pode dizer que a Guarda Municipal é a que tem mais apreensão de drogas é a de Teresópolis. Só perde pro BAC, que é o Batalhão de Ações Cães da Polícia Militar, em quantidade de droga. Mas apreensão a gente ainda tem mais do que eles.”, contou.

Cron, cão farejador da Companhia K9, treinado para atuar na detecção de drogas e armas em ações da Guarda Civil Municipal. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Ações sociais
Além da participação em operações de segurança pública, os cães da Guarda Municipal também são utilizados em atividades de aproximação com a população. A equipe realiza ações de cinoterapia em asilos, escolas e instituições. A iniciativa promove o contato e a interação com os animais, proporcionando momentos de socialização e estímulos aos participantes. “Vem dando muito resultado, o pessoal pede bastante para a gente comparecer”, destacou Loures.
A Companhia K9 também trabalha na elaboração de um projeto que pretende ampliar essa atuação social. A proposta é realizar a socialização e o treinamento básico de cães para que possam, posteriormente, ser encaminhados para adoção por famílias interessadas, inclusive pessoas atendidas pelas instituições parceiras. “Se a pessoa quiser adotar, ele já está socializado, já está mais ou menos educado, com a obediência. E aí a gente pega outro, faz o mesmo trabalho”, contou o GCM Loures.

Taz, cão de proteção da Companhia K9, treinado para atuar junto aos agentes da Guarda Civil Municipal em ações de segurança pública. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário


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Em Teresópolis, a preparação dos animais da Companhia K9 começa muito antes das operações nas ruas. Por trás do árduo trabalho, existe uma rotina que exige dedicação, disciplina e uma relação de confiança entre os cães e seus condutores. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

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De acordo com o comandante da GCM, Gil Wellington, os treinamentos são planejados pela própria equipe da Guarda Municipal e contam com a participação dos integrantes da unidade. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

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Edição 31/10/2026
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