Marcello Medeiros
A possibilidade de reabertura do trânsito de veículos na Calçada da Fama, trecho da antiga Rua Franciso Sá, no Centro de Teresópolis, tem gerado intenso debate entre moradores. Após publicação do Diário sobre o assunto, repercutindo fala do Vereador Maurício Lopes (Republicanos) que apontou a possibilidade de mudança, dezenas de páginas de redes sociais ou outros órgãos de imprensa repercutiram o assunto. Nos canais do Diário, leitores do jornal/site e telespectadores da Diário TV, centenas de pessoas deram sua opinião sobre o assunto – revelando opiniões divergentes sobre o futuro de um dos espaços mais conhecidos da cidade.
O levantamento mostra que a maioria dos participantes se posicionou contra a reabertura para veículos. Entre os argumentos mais frequentes está a defesa da preservação do espaço para pedestres, acompanhada de pedidos por revitalização, melhorias urbanísticas, paisagismo e incentivo ao turismo e ao comércio local.
A moradora Veronica Fleury resumiu sua posição de forma direta: “Gostaria que continuasse fechada”. Já Adriana Furtado Brito defendeu a manutenção do espaço para pedestres e cobrou mais atenção do poder público. “Exigimos mais cuidados com aquele espaço que é do pedestre”, afirmou. Outros participantes também sugeriram alternativas para valorizar a área. Clara Lafetá propôs transformar a Calçada da Fama em um ambiente mais acolhedor, com quiosques, espaços para alimentação, atividades culturais e atrações para famílias. Na mesma linha, Silvia Rezende Nora Aceti defendeu uma remodelação inspirada na revitalização da Praça Baltasar da Silveira, conhecida como Praça de Santa Teresa.

A necessidade de melhorias estruturais também foi apontada por diversos moradores. Lurdinha Carvalho sugeriu a retirada da fiação aérea e a reforma do espaço, enquanto Ingrid Miller destacou a importância de arborização, paisagismo, bancos e nivelamento do piso. Por outro lado, um grupo de participantes acredita que a reabertura poderia contribuir para reduzir os congestionamentos no Centro. Leleco Alex afirmou que a medida ajudaria a aliviar o trânsito nas ruas próximas e sugeriu uma configuração com pista estreita para veículos e áreas específicas para embarque e desembarque.
Moacir Veiga também avaliou que a abertura poderia melhorar a circulação na região, desde que mantida a prioridade para os pedestres. Já Walmaro Medeiros de Sá manifestou apoio à reabertura de forma objetiva: “Abrir, lógico!”. Alguns moradores defenderam soluções intermediárias. Raphael Peres sugeriu uma nova formatação da via, permitindo apenas a passagem controlada de veículos, com vagas rápidas para desembarque e horários específicos para carga e descarga. Lucas Teles citou exemplos de cidades que conciliam circulação de automóveis e espaços amplos para pedestres. Também houve quem relativizasse os possíveis impactos da medida. Rafael Vianna afirmou que o principal problema do trânsito está relacionado ao crescimento populacional e à expansão urbana, e não necessariamente ao fechamento da Calçada da Fama.

Identidade perdida e promessas diversas
Em dezembro, a Calçada da Fama completa 23 anos. Porém, há muito mais tempo perdeu totalmente sua identidade e, de ‘famosos’, nada sobrou. Hoje, a degradação e o fluxo frequente de veículos, apesar de proibidos, reacendem a discussão sobre a possível retomada da estrutura inicial desse trecho da Francisco Sá, que conecta as avenidas Delfim Moreira e Lúcio Meira, na Várzea. Imagens do acervo do Pró-Memória, do jornalista e historiador Wanderley Peres, que você vê nessa reportagem, mostram diferentes fases da antiga via de passagem de veículos.








