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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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‘Preguiça-escaladora’ é solta na sede Vale da Revolta do Parque dos Três Picos

Animal foi resgatado em uma rede elétrica na RJ-130 e ganhou agora um lar adequado

Após ficar horas ‘escalando’ em uma rede elétrica vizinha à rodovia RJ-130, a Teresópolis-Friburgo, e ser resgatado por equipes do Corpo de Bombeiros e atendido por veterinários do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), a história de bicho-preguiça ‘teresopolitano’ ganhou novos capítulos. Depois do susto, por conta do risco de um choque elétrico, o caso teve um final feliz. O animal passou por avaliação e recebeu todos os cuidados necessários para voltar ao lugar onde pertence: a natureza. A ‘preguiça-escaladora’ foi solta na sede Vale da Revolta do Parque Estadual dos Três Picos, um local ideal para viver longe dos perigos da área urbana. Agora, longe dos fios e da movimentação da rodovia, o bicho-preguiça agora segue seu ritmo tranquilo, do jeito que a espécie vive, sem pressa e em segurança.

Localizada nas proximidades do quilômetro 83 da estrada BR-116, na antiga Fazenda Vale da Revolta, a subsede do PETP protege uma área total de 3.811 metros quadrados. Para oferecer opções de lazer para toda a família, em 2009 foi desapropriada a antiga Fazenda Vale da Revolta, que tem mais de dois milhões de metros quadrados, e foram investidos cerca de R$ 11 milhões em recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (FECAM). A instalação do núcleo numa região com rica biodiversidade da Mata Atlântica foi considerada necessária para que o Poder Público exercesse um controle de fiscalização mais efetivo no município, além de fortalecer o turismo ecológico.

Mais sobre a espécie
Aparecendo com frequência em nossa região, o bicho-preguiça é um animal que pertence ao filo Chordata, classe Mammalia, ordem Pilosa, mesma do tamanduá, e distribuído em duas famílias, Bradypodidae e Megalonychidae. Graças às suas longas garras, vivem penduradas na vegetação, geralmente em copas de árvores, alimentando-se de folhas, frutos e brotos, novos, de espécies como embaúbas (Gênero Cecropia), ingazeiras (Gênero Inga) e figueiras (Gênero Ficus); encontradas em seu território. A reprodução também ocorre nas copas das árvores, dando origem a um único filhote, que poderá viver em torno de trinta e cinco anos. A água que o organismo das preguiças precisa é retirada de seus alimentos e do orvalho contido ali, uma vez que tais animais não ingerem essa substância.

O animal passou por avaliação e recebeu todos os cuidados necessários para voltar ao lugar onde pertence: a natureza. Foto: João Paulo / Guarda-parque INEA

Risco da intervenção humana
Os bichos-preguiça não costumam utilizar suas garras para outros fins, uma vez que são animais pouco ágeis e lentos, características estas que, juntamente com o hábito de dormirem aproximadamente 14 horas por dia, lhes rendeu este nome. Assim, eles recorrem à camuflagem para não serem percebidos por seus principais predadores: onças, algumas serpentes e o gavião-real. Como os filhotes são carregados pelas mães, em suas costas, durante aproximadamente os seus nove primeiros meses de vida, tal comportamento confere proteção adicional a estes indivíduos, mais vulneráveis. No entanto, o que fornece risco real para o declínio de populações de bichos-preguiça são as intervenções humanas, principalmente a destruição de habitats, a caça, e a captura para o comércio clandestino.

O fato ocorreu na região de Vale Feliz e o registro foi feito pelas meninas Laura e Melissa, do @risos_e_rumos , que acompanham o salvamento do bicho-preguiça. Foto: Laura e Melissa / Risos e Rumos

Não é a primeira vez
Esse não é o primeiro caso de resgate de um bicho-preguiça. No ano passado, outros dois animais foram encontrados em situação de risco, recebendo ajuda da população. Em agosto, uma médica veterinária entrou em ação para ajudar um bicho-preguiça que pretendia atravessar – lenta e perigosamente – a rodovia BR-116, nas proximidades do bairro Fonte Santa. Com os devidos cuidados, a médica Esther Maggessi colocou a preguiça no fragmento florestal em que pretendia chegar. “Quando a vida te surpreende e manda um recado pra confirmar que sua missão na terra é amar e cuidar dos animais”, publicou Esther em suas redes sociais.

Já em junho, uma guarnição do 36º Batalhão de Polícia Militar, que fica em Santo Antônio de Pádua, flagrou este animal trafegando pela mesma BR-116, mas no trecho da Rio-Teresópolis. Os militares se depararam com um bicho-preguiça atravessando a estrada, correndo o risco de ser atropelado, e o colocaram do outro lado da movimentada rodovia. “Sem hesitar, nossos Policiais pararam o trânsito, agiram com cuidado e garantiram que o pequeno viajante da natureza chegasse em segurança ao outro lado. Para nós, toda vida importa. Proteger vai além da nossa farda, é um compromisso com o próximo, com o meio ambiente e com cada ser vivo que compartilha esse mundo conosco. Que esse gesto simples, mas cheio de significado, nos lembre o valor da empatia, da atenção e do respeito à vida”, divulgou o 36º BPM nas suas redes sociais.

Teresópolis 22/01/2026
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