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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Prevenção ao suicídio, um assunto que precisa ir além do Setembro Amarelo

Psicóloga Thamara Tabera destaca assuntos que merecem atenção e as formas de apoio aos pacientes

Isla Gomes

Com grande repercussão durante a campanha Setembro Amarelo, a temática do suicídio merece atenção não só durante esse mês, dados os números de casos que ocorrem diariamente em nível local, regional e nacional. Aproximadamente 97% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, segundo dados do Ministério da Saúde. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias. Com esses números, o suicídio encontra-se entre as três principais causas de morte em indivíduos com idade entre 15 e 29 anos no mundo, segundo o Ministério da Saúde. A equipe da Diário TV e do Jornal O Diário foi até uma psicóloga para abordar o assunto e assim elucidar esse tema tão sensível. “A campanha Setembro Amarelo tem a intenção justamente de que a gente consiga falar mais sobre esse assunto do suicídio. Muitas pessoas associam o suicídio ao transtorno psicológico ou psiquiátrico, mas vale ressaltar que não necessariamente isso está interligado, o desejo de tirar a própria vida vai para, além disso, existem outros fatores que podem influenciar e assim levar uma pessoa a cometer esse ato. Quanto mais falarmos sobre esse assunto e conversarmos sobre ele, estaremos dando a possibilidade de pessoas que estão nessa situação se sentirem ouvidas e acolhidas e assim compreenderem que esse problema assola muitas outras pessoas e é normal em algum momento da vida nos sentirmos sem saída, como se não houvesse luz no fim do túnel, ou seja, o principal intuito da campanha é as pessoas se abrirem quanto a esse assunto sem ter o medo de julgamentos”, explica a psicóloga Thamara Tabera.

Com grande repercussão durante a campanha Setembro Amarelo, a temática do suicídio merece atenção não só durante esse mês, dados os números de casos que ocorrem diariamente em nível local, regional e nacional. Foto: Divulgação


A gravidade da depressão no Brasil é amplificada pela demora na procura médica e início do tratamento, esse quadro reflete não somente os desafios encontrados no combate à doença, como também expõe preconceitos que os pacientes sofrem ao se expor e por isso acabam optando por esconder seu quadro. “Muitas pessoas tem medo de se sentir fracassadas ao se expor, existe ainda um estigma enorme relacionado a todos esses transtornos, muitas pessoas acham que é uma questão de religião, falta de determinação, falta de vontade, entre outros julgamentos, porém, a realidade é que os transtornos psiquiátricos são uma combinação de fatores, ou seja, podem ser fatores genéticos, sociais e individuais, todos esses fatores juntos podem desencadear diversos transtornos e por isso que não se pode apontar o motivo da pessoa estar com o transtorno de forma rasa e preconceituosa, é importante um aprofundamento para haver uma intervenção e um tratamento específico”, ressalta.

“O mais importante é pedir ajuda, existe o Centro de Valorização da Vida é o número 188, esse número é muito importante, pois é um canal com profissionais especializados aptos para dar todo o suporte para um momento de emergência mental”, frisou. Foto: Isla Gomes/O Diário

Busque ajuda – 188
“O mais importante é pedir ajuda, ou seja, falar, se comunicar, expressar seus sentimentos internos, mesmo não sendo fácil. É importante salientar que a rede de apoio é importantíssima, por isso é importante a população criar o hábito de perguntar aos seus amigos e familiares como eles estão, se precisam de ajuda, e assim leva-los até uma ajuda especializada”, declara a psicóloga. “Existe o Centro de Valorização da Vida é o número 188, esse número é muito importante pois é um canal com profissionais especializados aptos para dar todo o suporte para um momento de emergência mental, para aquele momento que bate uma angústia e a pessoa precisa colocar para fora todos os sentimentos”, conclui.
Lembrando que a ligação é gratuita e o Centro fica disponível 24 horas por telefone e no seguinte horário por chat: Domingo – 17h à 01h, segunda a quinta – 09h à 01h, sexta – 15h às 23h e sábado – 16h à 01h.


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Edição 13/07/2024
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