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Projeto Crocheterê quer levar vida e cores às árvores da Reta

Data: 08/06/2018

Em sua primeira edição, o Crocheterê vai trazer cor e vida à Reta durante todo o mês de julho e isso será possível com a produção de enfeites que vão cobrir todas as árvores das nossas avenidas principais - Foto divulgação

Anderson Duarte

A inspiração vem de uma iniciativa de intervenção artística urbana que já transformou espaços públicos pelo mundo inteiro em locais muito mais agradáveis e aconchegantes, e usa a técnica e a habilidade das agulhas para transformar o que era matéria-prima em cenários estonteantes. Em sua primeira edição, o Crocheterê vai trazer cor e vida à Reta durante todo o mês de julho e isso será possível com a produção de enfeites que vão cobrir todas as árvores das nossas avenidas principais. Cor e vida vão tomar conta do cenário central da cidade num verdadeiro mutirão social em prol da beleza e da autoestima. A ação é resultado do projeto artístico Crochê Urbano, idealizado por Marcia Filgueiras com inspiração no movimento “Yarn Bombing”. Ela foi viabilizada graças a adesão do grupo “Divas” e de voluntários de Teresópolis e Rio de Janeiro que vem, ao longo de meses, produzindo as minuciosas peças de crochê.
Nesta quinta-feira, 07, a idealizadora do projeto e o presidente do CDL, Igor Edelstein, estiveram no programa Jornal Diário na TV, da Diário TV, para explicar um pouco da inspiração e idealização desta primeira edição, que escolheu colorir as nossas árvores da Reta, o coração da nossa cidade. “Sou nascida e criada em Teresópolis, estou fora da cidade há quinze anos, mas assim que tive a inspiração deste projeto, imediatamente imaginei ele sendo realizado aqui em nossa cidade. Pensei e desenvolvi o projeto tendo como referência a nossa cidade e suas belezas inigualáveis. Acho que semear o amor por Teresópolis, incentivar o trabalho coletivo, resgatar e valorizar o fazer manual e abrir um espaço para expressão, está entra as nossas maiores missões com o Crochê Urbano. Aqui no Crocheterê, propomos um abraço à cidade, unindo de ponto a ponto a nossa comunidade e incentivando a criação de redes de colaboração em torno de interesses comuns”, enaltece Márcia.
Já Igor lembra da necessidade de todos nós apoiarmos e sermos replicadores do projeto. “Temos que aproveitar esse sentimento de mudança que experimentamos hoje aqui na cidade para também convocar a população a dar apoio para que esse belíssimo trabalho seja apreciado e respeitado por todos nós. E nós podemos fazer nossa parte, a empresa ou pessoa que deseja contribuir com esse projeto, por exemplo, ainda é possível através de contato com a CDL, temos muitas formas de contribuir. Lembramos que através de trabalho voluntário e doação de materiais como lãs, linhas, agulhas entre outros, assim como as pessoas que não dominam a técnica também podem participar com apoio no dia da instalação e na manutenção das obras. Gente, tem trabalho para todo mundo”, convoca Igor.
A idealizadora também lembra da capacidade propagadora que o projeto tem, assim como a sinergia com nossas características naturais. “O trabalho colaborativo nos faz refletir sobre o que podemos fazer quando nos unimos com um propósito. A cidade também é nossa, podemos e devemos contribuir com ela. A herança das artes manuais, transmitida entre gerações não deve ser esquecida. É um patrimônio cultural e está ligada intimamente ao DNA de nossa cidade. Que tal um pouco de inspiração para despertar o interesse por esses saberes?”, convoca Marcia. As obras ficarão expostas durante todo o mês de julho. E a ideia é que seja mais um atrativo turístico da cidade. O Crocheterê conta com o apoio da Prefeitura e das Secretarias de Turismo e Meio Ambiente, atestando a ação ecologicamente correta. O crochê pode ser uma forma de chamar atenção, já que às vezes, as pessoas passam por vários locais da cidade e não vem como é bonito ou um objeto, mas se você coloca algo de crochê, ela vai olhar. Você redireciona o olhar da pessoa. Se ninguém nota uma estátua e você coloca um cachecol nela, todo mundo vai olhar”, explica.

Nesta quinta-feira, 07, a idealizadora do projeto e o presidente do CDL, Igor Edelstein, estiveram no programa Jornal Diário na TV, da Diário TV, para explicar um pouco da inspiração e idealização desta primeira edição

 

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