Cadastre-se gratuitamente e leia
O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
em seu dispositivo preferido

Projeto quer impedir suspensão do BPC antes de beneficiário apresentar defesa

Proposta em tramitação na Câmara prevê manutenção do pagamento durante análise de recursos e restabelecimento do benefício em até 72 horas em casos de suspensão

Famílias de pessoas com deficiência que dependem do Benefício de Prestação Continuada (BPC) poderão ter novas garantias durante os processos de revisão do benefício. O Projeto de Lei 4.341/2025, apresentado pelo deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), estabelece mecanismos para impedir que o pagamento seja suspenso ou cessado antes que o beneficiário tenha a oportunidade de apresentar defesa ou recurso administrativo.

A proposta tramita na Câmara dos Deputados e aguarda parecer na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família.

Pelo texto, enquanto estiver aberto o prazo para apresentação de defesa ou recurso, ou enquanto o recurso administrativo estiver em análise, o pagamento do BPC não poderá ser bloqueado. Caso o benefício já tenha sido suspenso e o beneficiário apresente defesa ou recurso, a proposta determina o restabelecimento do pagamento em até 72 horas.

O projeto também prevê notificação prévia, garantia do contraditório e responsabilização em casos de bloqueio irregular. Outro ponto da proposta impede a cobrança de valores do BPC recebidos de boa-fé, salvo comprovação em contrário.

O BPC assegura um salário mínimo mensal à pessoa com deficiência e ao idoso com 65 anos ou mais que atendam aos critérios previstos na legislação. Para muitas famílias, especialmente aquelas que precisam arcar continuamente com tratamentos e cuidados relacionados à deficiência, o benefício representa uma parcela essencial da renda familiar.

Despesas com medicamentos, terapias, alimentação especial, fraldas e outros cuidados podem comprometer significativamente o orçamento dessas famílias. A regulamentação do benefício já permite que determinados gastos relacionados à saúde, quando não fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e devidamente comprovados, sejam considerados na análise.

Para Hugo Leal, a fiscalização e a revisão dos benefícios são necessárias para evitar irregularidades, mas o procedimento não pode deixar desassistidas famílias que ainda estão exercendo o direito de defesa.

“O Estado precisa fiscalizar, mas também precisa proteger. Não é justo que uma família que depende desse recurso para alimentação, tratamento e cuidados básicos fique sem renda enquanto ainda tenta provar administrativamente um direito. Nosso projeto estabelece garantias para que a fiscalização não se transforme em injustiça”, afirma o deputado.

A proposta busca assegurar que eventuais inconsistências sejam apuradas sem interromper antecipadamente uma renda essencial à subsistência do beneficiário e de sua família.

Enquanto o projeto tramita no Congresso, a orientação aos beneficiários é manter os dados do Cadastro Único (CadÚnico) atualizados, acompanhar as comunicações do INSS e conservar documentos e comprovantes relacionados às despesas decorrentes da deficiência. Em caso de decisão desfavorável, o beneficiário pode recorrer administrativamente pelos canais do INSS, observando os prazos informados na comunicação recebida.

Tags

Compartilhe:

Teresópolis 15/10/2026
Diário TV Ao Vivo
Mais Lidas

Táxis de Teresópolis são autorizados a utilizar faixa seletiva da Avenida Brasil

Trânsito: novos semáforos estão sendo instalados em Teresópolis

TRE-RJ proclama Douglas Ruas eleito para o governo do Rio de Janeiro

Flávio quer escolas militares; Lula propõe ampliar educação integral 

Fim da 6×1: saiba quando entra em vigor nova jornada de trabalho 

WP Radio
WP Radio
OFFLINE LIVE