Marcello Medeiros
Um dos principais atrativos turísticos de Teresópolis, nos últimos anos a Feirinha do Alto tem passado por uma grande reforma. A primeira etapa, já entregue pelo governo estadual. A segunda, sequer deve sair do papel. Isso porquê, com o governo do estado sendo estando temporariamente à cargo do Desembargador Ricardo Couto, contratos e licitações em aberto não devem ser retomados. Além disso, mesmo que entre em curso um governo temporário, o período eleitoral tem início em breve. A metade da praça que falta ser padronizada deve ficar sob responsabilidade de um próximo governador, além obras não finalizadas entrarem em nova discussão. Uma delas, a quadra esportiva. Na última sessão da Câmara Municipal, foi alertado que ainda falta toda a estrutura para a prática adequada de esportes: não há traves, tablados ou rede de vôlei – além de bolas serem lançadas diretamente nas barracas pela falta de proteção lateral.

“Foram mais de três anos de obra e fizeram uma entrega meia bomba. O escoamento de água é horroroso, não tem baliza, não tem tablado e nem cesta de basquete, não tem rede para vôlei, a iluminação é falha. Então fizemos essa moção pedindo que o governo municipal faça a conclusão dessa obra, instale esses equipamentos para a utilização adequada da quadra. Não queremos que os jovens, as crianças, continuem usando chinelo para fazer trave, ficar quicando bola de basquete sem ter onde fazer cestas. Aparentemente está pintada, bonita, mas falta tudo. E nossos teresopolitanos ou visitantes, os turistas, não conseguem utilizar direito. O recurso veio, foi feita uma obra que não foi entregue na totalidade”, frisou o vereador Hygor Faraco (AGIR).

Outro vereador, Paulinho Nogueira (PL), que foi líder de governo na época que as obras tiveram início, na gestão Vinicius Claussen, alertou que, tecnicamente, a empresa que recebeu do governo estadual para realizar a primeira etapa da obra deveria ter concluído a quadra. E essa obrigatoriedade de fazer cumprir o que foi contratualizado pode ser um impedimento legal para a intervenção municipal.

“Juridicamente, não sei se tem como a prefeitura fazer, se tem condições de atender, porque aquilo foi uma obra licitada pelo governo do estado, onde se encontra em um imbróglio total, não sendo finalizada. Fizeram um monte de aditivos e não foi terminada. Acho a moção importante, só acredito que juridicamente a prefeitura não deve mexer porque está na responsabilidade do governo estadual essa obra. É preciso cobrar a empresa que recebeu e não terminou. Hoje a Procuradoria tem que saber que estado está para fazer a continuidade da obra”, pontuou Nogueira.






