A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) monitora o cenário de acidentes com animais peçonhentos no estado diante das mudanças nas condições climáticas previstas para os próximos meses. O acompanhamento é realizado pela Coordenação de Vigilância Ambiental, que avalia a situação e pode emitir alertas às Secretarias Municipais de Saúde para reforçar as medidas de prevenção e resposta.
O monitoramento considera que as condições climáticas podem alterar o comportamento desses animais e, consequentemente, aumentar o risco de contato com a população. Mudanças de temperatura e nos períodos de chuva e estiagem podem interferir nos deslocamentos, na busca por alimento e na reprodução. Os animais peçonhentos dependem de fontes externas de calor para regular a temperatura corporal e, por isso, são especialmente influenciados pelas condições do ambiente.
“Além de um substancial aumento nas temperaturas, também é previsto um período prolongado de seca devido à estiagem. A redução significativa na disponibilidade de água pode levar esses animais a uma proximidade ainda maior com os ambientes ao redor das residências, aumentando as chances de ‘encontro’ entre humanos e animais peçonhentos”, explica Wagner Medeiros, biólogo da Coordenação de Vigilância Ambiental da pasta.
Até 9 de setembro deste ano, foram notificados 3.116 acidentes com animais peçonhentos no estado. Desse total, 1.145 envolveram aranhas, 660 escorpiões e 465 serpentes, além de outros tipos de animais. A capital concentrou o maior número de notificações (597), seguida por Petrópolis (380), Rio das Ostras (101), Resende (79) e Nova Friburgo (78).
Atendimento nos polos de soroterapia
Além do monitoramento dos casos, a Secretaria de Estado de Saúde atua para garantir o abastecimento dos polos de soroterapia e a disponibilidade do atendimento à população em tempo oportuno. Atualmente, o estado conta com 33 polos, distribuídos pelas nove regiões. Em Teresópolis, o atendimento ocorre no HCTCO. A Vigilância Ambiental também acompanha a evolução dos registros e as condições epidemiológicas e ambientais para orientar os municípios sempre que houver necessidade de reforçar as ações de prevenção e assistência.
Como evitar acidentes
Para reduzir o risco de contato com animais peçonhentos, a população deve manter quintais e áreas próximas às residências limpos, evitando o acúmulo de entulho, folhas, madeira e outros materiais que possam servir de abrigo. Também é importante manter o lixo bem acondicionado e verificar calçados, roupas de cama e objetos que tenham ficado no chão antes de utilizá-los.
Em caso de acidente, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde. Se possível, o animal pode ser fotografado a uma distância segura para auxiliar na identificação, mas não se deve tentar capturá-lo.





