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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Sem limpeza, rio muda seu percurso e atinge residências

Denúncia é de moradora de Vargem Grande, afetada pela cheia de curso d´água no fim de semana

Em ação no município desde meados de novembro, o programa “Limpa Rio”, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), já retirou cerca de 8.400m³ de sedimentos do Paquequer, em uma extensão de 1.400m, segundo dados divulgados pelo órgão. Ainda de acordo com o Inea, previsão de término do serviço é março deste ano. Porém, e se pode dizer infelizmente, mais uma vez demanda tão importante contempla apenas os principais cursos d´água, deixando outros há anos sem nenhum tipo de intervenção. Dois de muitos exemplos são os cursos d´água que atravessam a localidade de Vargem Grande, no Terceiro Distrito do município, onde os moradores, mesmo os com melhor memória, não conseguem lembrar a última vez que foi realizado trabalho de desassoreamento na região. Como consequência, o período de chuvas é sempre motivo de preocupação para eles. No último fim de semana, parte de um imóvel foi derrubado pela força da água de um dos rios que cortam Vargem Grande e, segundo a pessoa que teve grande prejuízo por conta dessa situação, não teria sido assim se a manutenção tivesse sido realizada como necessário.

Extraoficialmente, apuramos que, além da cidade, na próxima semana serão atendidas pelo “Limpa Rio” as localidades de Vargem Grande, Santa Rosa, Motas e Prates .Foto: Leitor Repórter


“Comprei esse imóvel há 10 anos e nunca esse rio foi drenado. Esse rio mudou totalmente o percurso dele, passava reto lá onde é aquelas bananeiras (indicando foto enviada ao Diário mostrando a vegetação a uma longa distância) e como ele foi mudando o percurso, a minha casa por ser a última da rua foi atingida. Com a chuva do dia 31 de outubro o muro caiu, com essa chuva de sábado agora caiu um quarto e toda a parte do quintal já está chegando na casa”, relatou Gabriela Almeida através do nosso WhatsApp 2742-9977.
Ela diz também já ter pedido ajuda em diversas frentes, sem resposta. “Eu já fui na secretaria de Meio Ambiente, na secretaria de Agricultura, na prefeitura, no Inea, e até agora não tive resposta nenhuma de órgão nenhum para conseguir fazer a drenagem desse rio senão vai acabar derrubando a casa. Se tivessem feito drenagem no rio isso nunca teria acontecido, porque o rio passava extremamente longe da casa”, pontuou.

No último fim de semana, parte de um imóvel foi derrubado pela força da água de um dos rios que cortam Vargem Grande. Foto: Leitor Repórter


Nesta quinta-feira (18), entramos em contato com o Instituto Estadual do Ambiente para saber se há previsão da realização de serviços em Vargem Grande. A resposta não focou diretamente na informação que gostariam de ouvir os moradores da região, mas deixa em aberto a ideia de que futuramente localidades do interior sejam atendidas pelo governo estadual. “O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) informa que ampliou o contrato do programa Limpa Rio de forma a atender todos os 92 municípios do estado, além de contar agora com um contrato para a recuperação das margens dos rios. Assim, será possível também restaurar margens de rios estratégicos e realizar obras de urbanização para promover uso adequado das áreas evitando as ocupações irregulares nas áreas de risco de inundações. Nesta nova fase de 2024, serão R$ 264 milhões investidos nos serviços de limpeza e desassoreamento dos corpos hídricos”. Extraoficialmente, apuramos que, além da cidade, na próxima semana serão atendidas as localidades de Vargem Grande, Santa Rosa, Motas e Prates.

Edição 24/02/2024
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