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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Sistema de monitoramento de desastres naturais terá mais sirenes

Em 2022 já foram empenhados cerca de R$ 1,1 bilhão no Plano de Contingência, quase quatro vezes mais do que no ano passado

O governador Cláudio Castro apresentou, nesta terça-feira, 11, em reunião no Palácio Guanabara, novas medidas que serão implementadas no Plano de Contingência para Chuvas Intensas até o ano que vem. O governador anunciou a ampliação do sistema de monitoramento, alerta e alarme de desastres naturais, aumento de operadores do Sistema de Monitoramento Meteorológico e o investimento de cerca de R$ 40 milhões para a construção da Academia de Bombeiro Militar Dom Pedro II, em Petrópolis. Após a experiência na Região Serrana, a Secretaria de Defesa Civil também começou a mapear locais onde seria possível instalar gabinetes integrados para a gestão de crise nos 92 municípios do estado, em caso de urgências.
Em 2022, o governo já empenhou quase R$ 1,1 bilhão no Plano de Contingência para chuvas, somado aos orçamentos utilizados pelas secretarias para ações de prevenção de catástrofes. O valor é quase quatro vezes superior ao empenhado em 2021, quando foram destinados em torno de R$ 310 milhões nas iniciativas. “Desde o início da nossa gestão, o Governo do Estado trabalha de maneira integrada e constante para prevenir desastres provocados pelas fortes chuvas. No primeiro ano, avançamos muito em limpeza de rios, córregos e canais. Em 2022, investimos em amparo social para as pessoas afetadas pelas tragédias. Nossa meta é começar 2023 com o fortalecimento da contenção das encostas, trabalho que sempre foi realizado com diligência e competência pelos nossos técnicos”, anunciou.
Petrópolis terá a atualização das 20 sirenes já existentes e a instalação de 30 novas. Angra dos Reis contará com a instalação de 20 novas sirenes. Rio Claro terá cinco novas sirenes e oito pluviômetros automáticos. Paraty terá a instalação de 11 novas sirenes e 11 pluviômetros. Nova Friburgo ganhará quatro novas sirenes. O valor estimado para implementação e manutenção por um ano é de R$ 11,1 milhões. Também foram tratados os estudos em andamento como índices de tipos de ocorrências mais comuns nos municípios, protocolos de acionamentos do sistema de alerta e alarme, entre outros assuntos. Com as iniciativas, foram evitados preços elevados, gastos emergenciais e a dispensa de licitação, ações que eram corriqueiras em gestões anteriores.
“Mais do que atuar nas consequências das chuvas, o acompanhamento quinzenal feito pelo comitê, ao longo de meses, ajudou na preparação para evitar problemas futuros. O comitê gerou um trabalho preparatório para 2023, uma ação maior e completa. Nesse grupo, além de mostrar o que cada pasta está fazendo, estamos concentrando esforços para prevenir essas tragédias, com gestão e responsabilidade. Um trabalho importante que evita desperdícios de recursos e visa a segurança da população”, explicou o secretário de Estado da Casa Civil, Nicola Miccione.
Também participaram da reunião os secretários de Defesa Civil, coronel Leandro Monteiro; das Cidades, Uruan de Andrade; da Agricultura, Alexandre Grilo; bem como representantes do Departamento de Recursos Minerais (DRM) e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Ações de simulado emergencial
Entre as ações estudadas e em curso, a Defesa Civil planeja para novembro ações de simulação emergencial para a desocupação de escolas públicas, de comunidades vulneráveis, além do desenvolvimento de seminários e a criação de protocolos conjuntos com o CBMERJ e a Seinfra. O objetivo é promover a autoproteção e despertar o conhecimento necessário para que a população fluminense saiba como agir a partir de cenários de desastre. “Estamos trabalhando constantemente para a reformulação e atualização do Plano de Contingência Estadual para Chuvas Intensas. São novos protocolos para padronização de planos municipais, redefinição de integração entre as agências, definição de padrões mínimos de estruturas físicas para resposta aos desastres, criação de índice para medir a capacidade municipal na gestão do risco de desastres, entre outros temas. Vamos continuar a aprimorar o atendimento à população fluminense”, afirmou o coronel Leandro Monteiro.

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Edição 27/02/2024
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