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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Teresopolitanos preocupados com o preço do arroz

Tragédia no Rio Grande do Sul afeta produções, mas federação de produtores diz que há motivo para desespero

Isla Gomes

Cerca de 70% da produção de arroz do Brasil vem do Rio Grande do Sul, com as enchentes que assolam o estado o setor agrícola foi muito impactado. Com isso, a população está extremamente preocupada tanto com a possibilidade da falta do grão quanto com o possível aumento nos preços deste produto. Além disso, a destruição das lavouras de soja no Rio Grande do Sul pode elevar não só os preços do óleo, como os das carnes de frango e de porco, pois o farelo do grão é a principal base proteica da ração destes animais. A Federação Nacional dos Produtores de Arroz publicou uma nota para dizer que os brasileiros não precisam se preocupar e muito menos se desesperar a ponto de estocar o alimento. No documento, o presidente da entidade, Alexandre Velho, diz que “não há problemas com relação ao abastecimento do mercado interno, fala ainda que as enchentes trazem dificuldades sim na colheita, mas afirma que não faltará arroz nas prateleiras”. Em Teresópolis, alguns mercados já estão planejando colocar avisos de racionamento nos produtos em questão, para evitar o esvaziamento desenfreado nas prateleiras.

A população está extremamente preocupada tanto com a possibilidade da falta do grão, quanto com o possível aumento nos preços deste produto. Foto: Isla Gomes/O Diário

Em visita a um desses estabelecimentos, conversamos com consumidores. Para a pedagoga e massoterapeuta Andreia, a situação é preocupante, mas não deve levar os cidadãos ao desespero. “É claro que nós ficamos extremamente preocupados com essas noticias. O arroz com feijão é a base da alimentação dos brasileiros e arroz é o alimento base de uma cesta básica. Como moradora de Teresópolis eu enfrentei a Tragédia de 2011, sei como uma situação assim gera diversos transtornos e receios. Apesar de tudo, acho que devemos nos precaver sem nos desesperar, não há necessidade de uma estocagem exagerada”, opina a teresopolitana.

Mais depoimentos
A aposentada Lucia Helena estava averiguando o preço do arroz e comentou que teme a possível falta do produto. “Com essa tragédia eu acho que pode faltar arroz sim. Tenho medo dos mercados ficarem sem mercadoria, já vi que tem prateleira vazia. As pessoas se apavoram e levam coisas a mais do que precisam”, ressalta. Já a Janete Oliveira prefere manter o pensamento positivo diante da situação. “Acho que temos que ter fé em Deus de que tudo vai terminar bem. Temos que pensar assim para o desespero não tome conta da gente nesses momentos difíceis”, aconselha a aposentada.

“Com essa tragédia eu acho que pode faltar arroz sim. Tenho medo dos mercados ficarem sem mercadoria, já vi que tem prateleira vazia”, conta a aposentada Lucia Helena. Foto: Isla Gomes/O Diário

Medida provisória
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está autorizada a importar até um milhão de toneladas de arroz para a recomposição dos estoques públicos em razão dos alagamentos que atingem o Rio Grande do Sul. A decisão do governo federal é válida para 2024 e permite a importação de arroz beneficiado ou em casca, por meio de leilões públicos a preço de mercado. “Os estoques serão destinados, preferencialmente, à venda para pequenos varejistas das regiões metropolitanas, dispensada a utilização de leilões em bolsas de mercadorias ou licitação pública para venda direta”, diz o texto da medida provisória publicada em edição extra do Diário Oficial da União, na quinta-feira (09). A Conab é a empresa estatal com função de auxiliar o governo federal na tomada de decisões sobre políticas agrícolas. Caberá a três ministérios (Fazenda, Desenvolvimento Agrário e Agricultura), mediante proposta da Conab, definirem a quantidade de arroz a ser adquirida, os limites e condições da venda do produto.

“Acho que temos que ter fé em Deus de que tudo vai terminar bem. Temos que pensar assim para o desespero não tome conta da gente nesses momentos difíceis”, opina a aposentada Janete Oliveira. Foto: Isla Gomes/O Diário


Edição 23/05/2024
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