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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Transbordo de lixo ainda sem data para começar em Teresópolis

Prefeitura promete transbordo, usina e reciclagem

Wanderley Peres

Na manhã desta segunda-feira, 31, enquanto cobria a manifestação contra a eleição do Lula, na estrada BR-116, próximo ao posto da Prata, O DIÁRIO teve acesso a imagens de sobrevoo de drone ao Lixão do Fischer, registrando o dia-a-dia do antito aterro sanitário, local onde o lixo da cidade era tratado e há vários anos se transformou num vergonhoso lixão, que já era para ter sido encerrada a operação há vários anos e ainda vem sendo usado pela municipalidade para a desova do seu lixo. As imagens são impactantes, surpreendendo a movimentação de caminhões no meio de amontoado de trabalhadores informais, catadores que vivem do que encontram nos despejos das cerca de 180 toneladas diárias de lixo vertido no Lixão do Fischer, revelando o Brasil de verdade que existe além das falácias dos políticos e daqueles que reclamam deles, justificadamente ou não.

Como a Prefeitura anunciou quatro meses atrás a providência do transbordo do lixo para o outro município, por entender que é insustentável a manutenção do vazadouro, O DIÁRIO ouviu o prefeito, que disse ter conversado essa semana com o secretário José Ricardo da Secretaria Especial de Ambiente Sustentável, estando bem adiantadas, também, as tratativas com o governo do estado para a providência reclamada pela sociedade e a própria justiça, que interferiu determinando a providência.

“Já temos o projeto, em fase final, e estamos pleiteando recursos junto ao Estado, do Fecan, para o transbordo, parando o despejo de lixo na Prata e iniciando a remeadiação. Estamos com uma PMI, em fase de apresentação de projetos pelas empresas interessadas, prazo que vence em novembro. Temos ainda a proposta de implantação de uma usina para o tratamento dos resíduos sólidos e de uma usina, que vai fazer a destinação do lixo, gerando energia. Vamos ver ainda qual o melhor projeto. Estamos tocando isso com o devido cuidado, para finalizar o mandato com a conquista da correta destinação do lixo. De pronto, já estamos implantando um triturador de mandíbula, que vai processar de 20 a 30 tonelas de entulho pro dia, granulando os detritos da construção civil, material que será usado na manutenção das estradas vicinais do município”, disse Vinícius Claussen.

Em entrevista ao DIÁRIO, quatro meses atrás, o secretário de Meio Ambiente Flávio Castro já havia informado que estavam sendo feitos os entendimentos para o início do transbordo dos resíduos coletados no município, levados para Magé ou Itaboraí, onde existem aterros controlados, como havia também em Teresópolis cerca de dez anos atrás. Segundo o secretário, o transbordo do lixo para outros municípios, condição que encarece a coleta, será feito ao longo de dois anos apenas, durante o tempo em que a Prefeitura estará estudando as melhores alternativas para os investimentos que deverão ser feitos para o tratamento dos resíduos no município.

A primeira pergunta que o secretário respondeu foi sobre problema que nem é bem seu, o das pessoas que vivem do que retiram do lixo, questão afeta à secretaria de Desenvolvimento Social, que tem programas como o POT e o Promaj, para alocar essas pessoas. Segundo o secretário, de Meio Ambiente, quando as empresas começarem a operar, elas vão absorver essa mão de obra já disponível. “Temos duas formas de coletas e duas formas de ação. Temos a coleta seletiva própria da prefeitura e as particulares. Mas, antes da coleta, a prefeitura ajuda esses trabalhadores cooperativados e pretendemos ampliar esse processo que já utiliza 35 pessoas trabalhando na reciclagem. É a ação depois do caminhão do lixo, e esse processo vai acabar porque não terá mais lixo entrando no Lixão, que precisa ser fechado porque chegou a um ponto que não tem mais como receber lixo”, disse, anunciando que em breve o aterro sanitário será fechado. “Estamos trabalhando no processo que pretende mandar o lixo coletado em Teresópolis para outro município, Magé ou Itaboraí, que têm capacidade de para receber os resíduos, ambos licenciados. Em nosso município, teremos uma estação de transbordo, onde o lixo coletado por quatro ou cinco carros menores serão carregados em um caminhão grande, de 25 toneladas. Esse processo está em licitação, deve sair em um ou dois meses, e a partir daí vamos contratar o serviço por um prazo de pelo menos dois anos, o tempo ideal para o governo decidir o futuro do lixo em Teresópolis, se vai ser feito um novo aterro, ou uma usina de tratamento e aproveitamento do lixo, que é muito mais provável que ocorra, e esse é o tempo que precisamos para construção e o devido licenciamento”.

A nova empresa

“Já começamos a PMI, a licitação está sendo providenciada, e já foram convidadas as empresas que oferecerão as melhores condições técnicas para o serviço. Cinco empresas se propuseram a fazer os estudos e elas tem 90 dias para apresentar suas propostas, e uma delas será a escolhida. A melhor solução ainda não temos, vamos saber a partir dessas propostas que são de empresas com técnicos nessa área. Petrópolis já está mandando seu lixo para Três Rios, mas acho essa opção mais cara, é mais provável que a gente opte por uma usina, gerando energia, que é um bom caminho.”

Mais custo

“Hoje temos o gasto com a coleta comum, e vamos ter agora, nesses dois anos, também o gasto com o transporte do lixo, pagando também para levar o lixo a um aterro licenciado. Estamos ainda vendo o preço disso, mas certamente não é barato. Da última vez, encontramos o preço de R$ 800 mil por mês para o transporte do lixo. A ideia é esse marco de dois anos, enquanto preparamos a destinação correta do lixo. O prefeito está buscando recursos junto ao governo do estado, mas se não conseguirmos essa ajuda a prefeitura vai custear essa despesa.”

Usina de lixo

“Uma das propostas que pode acontecer nos próximos meses é a própria empresa que for gerar energia ela usar o lixo do dia e retirar o lixo do aterro também, reduzindo o seu volume. Esse processo da remediação já temos ele escrito, e é o que estamos buscando recursos junto ao estado para levar adiante. Se não conseguirmos o recurso, assim que o lixo começar a ser transbordado, já vamos iniciar o processo de remediação, com novo taludamento, em novas camadas, com calhas, grama, e drenagem de gás e chorume”.

Praça ou parque

“Resolvido o lixão, a área pode até se transformar numa área de uso comum, como praça ou parque. A nossa primeira hipótese, e os técnicos é que vão apontar para a solução adequada, é aproveitar esse lixo em usina, mas precisamos ver se isso é tecnicamente viável.”

Novo aterro

“Saturado o Fischer, não é impossível encontrar uma área para novo aterro controlado. Mas preferimos uma forma mais profissional, dando oportunidade a quem domina o assunto, por isso as empresas estão buscando apontar a melhor solução. Um aterro de 180 toneladas dia exige uma área de 100 hectares, sem rios próximo, ou casas. É complicado e podemos estar encontrando um outro problema se isso não for estudado de forma correta e feita tecnicamente. Vamos mandar para fora o lixo e, enquanto isso, nestes dois anos, encontrar essa solução. Num aterro o dano é para sempre. E com usina, que parece ser a melhor solução, não tem chorume, além de ser ambientalmente o melhor processo.”

Consciência

“Precisamos envolver mais as pessoas a cuidar melhor do lixo, fazendo a separação já antes da coleta, e temos boa adesão a essa coleta seletiva. Mas temos apenas um caminhão e 10 pessoas no serviço. E precisamos controlar a vazão da coleta, daí a campanha tem que pensar no suporte senão a campanha não surte o efeito. Mas, entendemos que precisamos ampliar esse atendimento, diminuindo a quantidade de lixo não separado, que é pago por tonelagem. Essa separação reduz os gastos e vamos aumentar o nosso processo de coleta, e melhorar a informação.”

Edição 02/03/2024
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