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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Votações plenárias na Alerj serão comandadas por mulheres em março

Ao todo, serão 11 sessões de votação e cada uma delas presidida por uma deputada

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) deu início, nesta quarta-feira, 08, a uma série de votações em plenário que serão presididas pelas deputadas durante todo o mês de março, em alusão ao Mês da Mulher. Ao todo, serão 11 sessões de votação e cada uma delas presidida por uma deputada. Em pauta, estarão projetos destinados às causas das mulheres ou de autoria das parlamentares. A sessão desta quarta, Dia Internacional da Mulher, foi presidida pela deputada Martha Rocha (PDT). Antes, porém, a Casa realizou uma sessão solene, que foi marcada por reivindicações e lembranças de conquistas femininas.“O dia 08 de março é um dia de reconhecimento. Muito já foi feito, mas ainda há muito mais a fazer pela possibilidade de um mundo justo e sem violência para as mulheres”, declarou a deputada Martha Rocha (PDT). “Cada uma de nós tem uma trajetória e, nessa trajetória, unidas, independente da nossa ideologia, vamos fazer com que entendamos que lugar de mulher também é na política. O nosso papel aqui é fortalecer a cidadania feminina permitindo que as mulheres construam e vivam numa sociedade justa e solidária”, disse Martha.
A deputada Célia Jordão (PL), que está em seu segundo mandato, contextualizou a escolha dessa data como Dia Internacional da Mulher. “Ele foi estabelecido pela ONU em virtude do assassinato de centenas de mulheres dentro de uma fábrica têxtil de Nova Iorque que lutavam por igualdade no mercado de trabalho”, contou. “É um dia comemorativo, mas que marca especialmente uma luta que é de todas nós, de todos nós, e que deve ser travada todos os dias”, salientou.Segunda vice-presidente da Alerj, a deputada Tia Ju (REP) destacou a importância de manter viva a memória dessas mulheres que, segundo comentou, deram a vida e o sangue por respeito e direitos iguais. “A gente precisa lembrar essa história. Esses avanços foram também uma pavimentação feita a partir daquelas que chegaram nesta Casa, observando que tudo começa a partir da luta das militantes e dos movimentos sociais. Todas sempre lutaram para que chegássemos aqui ao Parlamento”, comentou.

Violência e desigualdade
A realidade de violência e de desigualdade ainda persiste na sociedade, como lembrou a deputada Renata Souza (PSol). Ela destacou o aumento de 45% de casos de violência contra a mulher entre 2021 e 2022, e a disparidade salarial entre homens e mulheres – que pode chegar a mais de 50% ao se tratar das mulheres negras.“As políticas públicas não têm sido suficientes para aplacar a violência contra a mulher. Nesse sentido, esta Casa tem um trabalho fundamental para que deixemos as nossas mulheres vivas, porque é disso que se trata a nossa luta. Estamos reivindicando equidade salarial enquanto as mulheres estão morrendo, nem sequer o direito à vida estamos conseguindo respaldar”, declarou.

Representatividade
Deputada de primeiro mandato e integrante da Comissão em Defesa dos Direitos das Mulheres, Giselle Monteiro (PL) destacou a importância do parlamento manter um vínculo com a população feminina: “Como deputada, mulher e mãe de uma menininha de seis anos, digo que estou aqui para representá-las. Deixo meu mandato e todas as minhas redes sociais como fonte de voz para vocês.Já a deputada Índia Armelau (PL), também em seu primeiro mandato e integrante da Comissão de Direitos das Mulheres, ressaltou que essa é a primeira vez que o colegiado é formado inteiramente por parlamentares mulheres. “Acredito que teremos um mandato histórico! Sou mulher, sou feminina e estou atrás de direitos iguais para mulheres e não de privilégios”, observou.
Presidente da Casa, o deputado Rodrigo Bacellar (PL) também condenou o aumento de feminicídios em todo o país, incluindo o estado do Rio de Janeiro, e ressaltou o aumento da representatividade feminina na Alerj – o número de deputadas passou de 12 para 15 e a Mesa Diretora tem o maior número de mulheres da sua história, cinco dos 13 cargos são ocupados por elas.“Os novos tempos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro são de empoderamento feminino, não tenham dúvida disso. O número de deputadas integrantes da Mesa Diretora mais do que dobrou em relação às gestões passadas”, disse. “Tudo o que as mulheres conquistaram foi na base de muito trabalho e persistência. A Alerj enaltece a importância de cada uma de vocês e estará sempre pronta para legislar em prol das justas causas das mulheres”, completou.

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Edição 16/04/2024
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