Uma mulher perdeu R$ 36.709,97 após ser vítima de um golpe envolvendo a suposta liberação de valores de um processo judicial. Segundo o registro policial, a vítima recebeu mensagens pelo WhatsApp de um perfil que utilizava fotografia e identidade visual semelhantes às do escritório de advocacia responsável por seu processo. O interlocutor informou que o dinheiro referente à ação judicial havia sido liberado, mas que seriam necessárias algumas movimentações financeiras para possibilitar o recebimento e evitar supostos bloqueios bancários.
Na sequência, a mulher foi informada de que um suposto promotor entraria em contato para orientá-la. Por meio do WhatsApp e de ligações telefônicas, passou então a receber instruções para realizar transferências via PIX e pagamentos de boletos. Acreditando estar em contato com pessoas relacionadas ao processo, a vítima realizou sete transações, com valores que variaram de R$ 999 a R$ 9.999,99. Os pagamentos foram destinados a diferentes beneficiários e instituições, entre elas PicPay, Inter, BMG e Stone.
Após realizar as operações, a mulher não recebeu nenhum valor relacionado ao processo. Desconfiada da situação, entrou em contato com o verdadeiro escritório de advocacia responsável pela ação e descobriu que os contatos não haviam sido feitos pela equipe e que nenhum pagamento havia sido solicitado.
A vítima informou à polícia que possui os comprovantes das transações, além dos registros das mensagens e solicitações recebidas. Ela também relatou que os fatos foram presenciados por uma pessoa de sua confiança.
O caso foi registrado para apuração e adoção das providências cabíveis.
Como funciona o golpe
Em geral, os criminosos levantam informações sobre processos judiciais e utilizam o nome, a fotografia e até documentos relacionados ao advogado verdadeiro. Depois, entram em contato com a vítima por telefone, WhatsApp ou outros aplicativos e apresentam uma falsa notícia de vitória na Justiça. Em seguida, alegam que é necessário pagar alguma taxa, imposto, despesa ou realizar uma transferência para liberar o dinheiro.
Em alguns casos, como no registrado agora em Teresópolis, os criminosos criam uma verdadeira encenação, envolvendo diferentes pessoas que se apresentam como integrantes do Judiciário ou da equipe jurídica.
Como se proteger
A orientação é simples: não faça nenhuma transferência antes de confirmar diretamente com seu advogado. Se receber uma ligação ou mensagem informando que ganhou uma ação judicial e que precisa pagar alguma quantia para liberar o dinheiro, desligue e procure o profissional utilizando um número de telefone que você já conheça.
Também é possível verificar a identidade de um advogado por meio da plataforma ConfirmADV, criada pela OAB Nacional. A ferramenta permite consultar a identidade profissional a partir do número de inscrição na Ordem. Desde o lançamento, em 2025, a plataforma já registrou mais de 32 mil solicitações de verificação.
A OAB Teresópolis também orienta que possíveis vítimas registrem ocorrência e comuniquem o caso à entidade. A denúncia ajuda a identificar os métodos utilizados pelos criminosos e permite o cruzamento de informações sobre novas tentativas de fraude.
Desconfie principalmente de pedidos urgentes de dinheiro, transferências para contas de terceiros e cobranças apresentadas como condição para receber valores de processos judiciais. Se houver dúvida, não transfira. Confirme primeiro com seu advogado.




