Na tarde desta sexta-feira 20 a estrada foi reaberta mas segue proibido o trânsito de caminhões
A situação no desvio da BR-495, na altura do km 22, entre Teresópolis e Itaipava, voltou a se agravar na madrugada desta sexta-feira (20). Um caminhão de grande porte tentou atravessar o trecho — onde a circulação é permitida apenas para veículos leves — e acabou ficando preso após parte da estrutura afundar no ponto já comprometido da pista. Com isso, a estrada ficou novamente totalmente interditada.
O caso acontece poucos dias após um primeiro incidente semelhante, quando outro caminhão já havia ficado atolado no mesmo local, prejudicando o fluxo de veículos. Desta vez, o problema foi ainda mais grave, já que o veículo era maior e acabou afundando ainda mais no solo, bloqueando completamente a passagem.

O desvio foi liberado recentemente pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) apenas para carros de passeio, após o afundamento da pista original. No entanto, a recomendação de restrição para veículos pesados continua sendo desrespeitada por alguns motoristas.
Moradores e condutores que utilizam a via diariamente criticam a falta de fiscalização no local. Segundo relatos, não há controle efetivo que impeça a entrada de caminhões e ônibus, o que aumenta o risco de novos incidentes e compromete ainda mais a estrutura já fragilizada.
Na manhã desta sexta, motoristas enfrentaram novos transtornos, com atrasos e insegurança ao tentar passar pela região. A interdição reacende o alerta sobre a necessidade de uma atuação mais rigorosa tanto do DNIT quanto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para garantir o cumprimento das restrições e evitar novos prejuízos.

Situação se arrasta
O afundamento da pista no km 22 foi registrado há algumas semanas e, desde então, o local segue com intervenções emergenciais. Parte do solo abaixo do asfalto cedeu, e o trecho apresenta sinais de instabilidade, agravados pelo tráfego irregular de veículos pesados e pelas chuvas recentes.

Rotas alternativas
Caminhões e ônibus devem continuar utilizando rotas alternativas, como o trajeto por São José do Vale do Rio Preto ou por Duque de Caxias. No caso do transporte coletivo, o desvio tem aumentado o tempo de viagem em cerca de uma hora.
Cobrança por fiscalização
Diante da reincidência do problema, cresce a cobrança por fiscalização mais rigorosa no trecho. Motoristas e moradores pedem medidas efetivas para impedir o acesso irregular de veículos pesados, evitando novos bloqueios e garantindo mais segurança para quem depende da rodovia.
- Texto atualizado as 18h do dia 20/03/2026






