Uma coruja preta (Strix huhula) flagrada pelo biólogo do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Samir Mansur, no dia 3 de maio, durante o Programa Vem Passarinhar realizado no Parque Estadual do Desengano, em São Fidélis, no Noroeste Fluminense. Embora tenha ocorrência no Brasil e em grande parte da América do Sul, essa espécie se destaca pela raridade. Flagrar essa ave não é tarefa fácil: isso porque ela ocorre em áreas bem preservadas, de florestas densas, e somente durante a noite. No Rio de Janeiro está classificada como vulnerável na Lista de Espécies da Fauna Ameaçadas.
Por ser uma ave estritamente noturna, e que vive no topo de copas altas, os observadores, frequentemente, usam a técnica do playback (reprodução gravada do canto da ave) para conseguir localizá-la visualmente. A coruja preta tem uma taxa reprodutiva baixa: coloca apenas um ou dois ovos a cada ciclo reprodutivo. Alimenta-se insetos, morcegos e pequenos roedores. Tem plumagem predominantemente preta, com tons de marrom no dorso. As listras brancas na barriga e na face, e o bico amarelo contrastam com o restante do corpo, o que lhe confere um certo “charme”.
Sobre o Programa Vem Passarinhar
O Programa Vem Passarinhar RJ tem como principal objetivo sensibilizar a população na proteção da biodiversidade fluminense a partir da contemplação da avifauna na natureza. Além disso, a iniciativa busca promover o trabalho feito pelas unidades de conservação e estimular uma vida mais saudável.






