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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Sindicato dos Rodoviários defende faixa seletiva para ônibus, mas cobra ampliação e ajustes no projeto

Entidade avalia que mudanças no trânsito também devem contemplar outros trechos da avenida e mais bairros

Maria Eduarda Maia

A implantação da faixa seletiva para ônibus em Teresópolis continua dividindo opiniões e levantando questionamentos entre diferentes setores da cidade. Enquanto parte da população debate os impactos da medida no trânsito, o Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Cargas e Passageiros de Teresópolis e Guapimirim, que representa os motoristas de ônibus, também apresenta ponderações sobre o projeto. A entidade considera a iniciativa positiva para melhorar a mobilidade urbana, mas avalia que o modelo precisa passar por ajustes e ser ampliado para produzir resultados efetivos.
Em entrevista exclusiva ao Diário, o presidente do Sindicato, José Motta, afirmou que a criação da faixa exclusiva pode contribuir para reduzir os atrasos do transporte coletivo, desde que faça parte de um planejamento mais amplo e não se limite a um único trecho da Avenida Lúcio Meira. “Somos favoráveis à faixa exclusiva, mas ela precisa ser feita de forma ampla e planejada. Se for implantada apenas em um trecho da avenida, sem continuidade e sem mudanças em outros pontos da cidade, o resultado será muito pequeno. Os ônibus continuarão enfrentando congestionamentos e atrasando”, declarou.
Outro ponto considerado essencial pelo sindicato é a sinalização e a fiscalização da faixa. Segundo Motta, sem o cumprimento das regras pelos motoristas de veículos particulares, a medida perde sua eficiência. “É fundamental que a faixa seja bem sinalizada. Se os carros de passeio invadirem esse espaço, o objetivo da medida será perdido e o transporte coletivo continuará sendo prejudicado”, disse.

“Somos favoráveis à faixa exclusiva, mas ela precisa ser feita de forma ampla e planejada. Se for implantada apenas em um trecho da avenida, sem continuidade e sem mudanças em outros pontos da cidade, o resultado será muito pequeno. Os ônibus continuarão enfrentando congestionamentos e atrasando”, declarou o presidente do Sindicato dos Motoristas de Ônibus, José Motta. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Ampliação para os bairros
Além da implantação no centro da cidade, o Sindicato defende que o projeto seja estendido para outras regiões, principalmente nos locais onde os ônibus enfrentam grandes congestionamentos nos horários de maior movimento. Segundo José Motta, bairros como Meudon e Barra do Imbuí também precisam ser contemplados com intervenções. “Não adianta melhorar apenas o trânsito na Várzea se, nos horários de pico, os ônibus continuam presos em outros locais. Na Barra, por exemplo, há momentos em que o trânsito é muito intenso. Ou se cria uma via exclusiva para ônibus, ou são implantadas rotas alternativas para distribuir melhor o fluxo de veículos”, explicou.
Também para o presidente do Sindicato, as mudanças também precisam alcançar o sentido Vale Paraíso da Avenida Lúcio Meira. “Se não houver uma faixa exclusiva também no outro sentido, não adianta criar apenas uma faixa para quem sobre. O ônibus continuará encontrando congestionamentos no restante do percurso e os atrasos vão permanecer”, destacou.
Outra sugestão apresentada pela categoria é a construção de uma passarela para pedestres em pontos estratégicos, reduzindo as interrupções no fluxo de veículos provocadas pelas travessias.

Enquanto parte da população debate os impactos da faixa seletiva para ônibus no trânsito, o Sindicato dos Motoristas de Ônibus também apresenta ponderações sobre o projeto. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Fiscalização é indispensável
José Motta reforçou que a fiscalização será determinante para o sucesso da iniciativa. “Sem fiscalização, não funciona. Hoje já vemos muitos carros utilizando espaços destinados aos ônibus, atrapalhando a circulação. Se isso continuar acontecendo, a faixa exclusiva não vai trazer os benefícios esperados”, afirmou.

Outro ponto considerado essencial pelo sindicato é a sinalização e a fiscalização da faixa. Segundo Motta, sem o cumprimento das regras pelos motoristas de veículos particulares, a medida perde sua eficiência. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Propostas
Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários, as sugestões ainda não foram apresentadas oficialmente ao poder público porque a entidade não foi convidada para participar das discussões sobre o projeto. “Nós ainda não fomos chamados para discutir esse assunto. Estamos trazendo essas sugestões para o debate público e esperamos que a prefeitura estude essas alternativa junto com o sindicato”, disse.
Segundo Motta, a entidade defende um planejamento que contemple inicialmente a Várzea e o Alto e, posteriormente, os bairros, com reorganização do trânsito e criação de rotas alternativas para reduzir os congestionamentos enfrentados diariamente pelo transporte coletivo. “Existem vários casos de atrasos com o transporte coletivo, por exemplo. Isso mostra que o problema precisa ser resolvido de forma mais ampla”, concluiu.

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