“Colocar Deus à frente dos negócios não é sobre religião, é sobre direção.” A frase de Fritz Paixão, CEO da CleanNew, me fez refletir sobre uma questão que considero fundamental no empreendedorismo: afinal, o que nos move quando decidimos construir um negócio?
Todo negócio precisa ser rentável. O lucro é necessário para garantir sustentabilidade, permitir investimentos, gerar empregos e fazer uma empresa continuar crescendo. Mas acredito que ele não deve ser o ponto de partida. O propósito vem antes do lucro.
Quando sabemos por que fazemos o que fazemos, as decisões ganham outro significado. O cliente deixa de ser apenas um número. O colaborador deixa de ser apenas parte de uma estrutura. E o crescimento passa a representar também a capacidade de gerar oportunidades e transformar vidas.
É assim que enxergo a trajetória da Gênesis.Nosso propósito não é simplesmente construir empreendimentos. É proporcionar moradia segura e acessível para as famílias, ajudando pessoas a realizarem um dos maiores sonhos de suas vidas: ter um lar.
Por isso, estabelecemos uma meta que nos desafia e, ao mesmo tempo, nos dá direção: entregar um lar para 10 mil famílias até 2030. É uma meta grande. E metas grandes exigem planejamento, trabalho, investimento, capacidade de adaptação e, principalmente, disposição para continuar avançando diante dos obstáculos.
Mas existe algo ainda mais importante: saber por que queremos chegar lá.
No mundo dos negócios, somos constantemente pressionados por resultados. Precisamos tomar decisões rápidas, identificar oportunidades, assumir riscos e estar preparados para mudanças. E é justamente quando enfrentamos essas escolhas que nossos valores deixam de ser discurso e passam a orientar nossas ações.
Colocar Deus à frente, como diz Fritz, é também reconhecer que não temos controle sobre tudo. Podemos planejar, trabalhar, estudar e fazer o nosso melhor. Ainda assim, existem fatores que estão além da nossa capacidade de controlar.
Isso não diminui nossa responsabilidade. Pelo contrário, nos lembra que precisamos fazer a nossa parte com excelência, mas também ter humildade para reconhecer nossos limites e confiança para seguir em frente.
No fim, fica uma pergunta: se amanhã o lucro deixasse de ser o principal indicador do nosso sucesso, o que ainda faria nosso negócio valer a pena?
Talvez a resposta esteja justamente no propósito que escolhemos colocar à frente.