Vivemos em uma era de transições aceleradas. Enquanto pai, pedagogo e diretor de escola, frequentemente, me pego refletindo sobre o tamanho da nossa responsabilidade: estamos preparando crianças e jovens para um mundo cujas profissões e tecnologias do amanhã ainda estão sendo inventadas hoje. Foi com o desejo de buscar respostas para esses desafios que desembarquei na edição de 2026 do Rio Innovation Week, o maior ecossistema de tecnologia e inovação da América Latina. Estar presente ali não foi apenas um compromisso de atualização profissional, mas um passo estratégico para oxigenar as práticas pedagógicas que desenvolvemos com nossos alunos.
O evento foi um mosaico de provocações profundas. Ouvir a Nobel da Paz Malala Yousafzai reforçou em mim a convicção inabalável de que a educação continua sendo a arma mais poderosa para transformar realidades e combater desigualdades. Paralelamente, o astrofísico Marcelo Gleiser nos convidou a olhar para a ciência com o encantamento da curiosidade, enquanto Fabrício Carpinejar, com sua sensibilidade ímpar, nos lembrou da urgência do afeto nas relações cotidianas.
No entanto, o coração da minha jornada no evento bateu mais forte nas mesas de debate dedicadas à educação, à Inteligência Artificial (IA) e à dinâmica das vidas em rede. Ali, uma grande verdade se consolidou: a tecnologia avança a passos largos, mas a IA só terá valor real se servir para ampliar o potencial humano, nunca para substituí-lo.
A inteligência artificial já faz parte da realidade dos nossos estudantes. Eles nasceram imersos em redes digitais e algoritmos que moldam seus gostos, comportamentos e visões de mundo. Diante disso, o papel da escola não pode ser o de simplesmente proibir ou ignorar essas.

