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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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O monstro antissonegação

“Esta nova era digital é inevitável. A lição que fica é que as administrações tributárias, sobretudo a federal, evoluíram tecnologicamente a passos muito mais rápidos do que a maioria dos setores empresariais do país.”
Caros leitores e leitoras, a informação já deve ter chegado: a Receita Federal está desenvolvendo um sistema capaz de processar um volume de dados até 150 vezes superior ao do PIX. Trata-se de uma novidade que integra a Reforma Tributária, cujos primeiros efeitos serão sentidos já em janeiro do próximo ano. A Reforma afetará não só as empresas, mas todos os brasileiros, devido à sua escala e aos novos processos. Empresários, contadores e advogados interagem em eventos para se aprofundar no tema, mas o Departamento de Tecnologia será, de longe, o mais crucial para o sucesso dos negócios nesta nova fase.
Há uma tendência quase unânime: a sonegação fiscal está com os dias contados no país. Embora uma parcela da população ainda confie no “jeitinho brasileiro”, é crucial afirmar que as novidades trazidas pela Reforma, somadas ao aperfeiçoamento tecnológico das instituições fiscalizadoras, tornarão a vida dos sonegadores contumazes muito mais difícil.
Inicialmente, o impacto mais relevante será sentido pelo setor de serviços e pelos pequenos negócios, além, claro, dos investidores em geral (sejam eles do mercado financeiro ou imobiliário). Diversos ajustes estão sendo implementados para facilitar o cruzamento de dados e simplificar processos.
Embora algumas ferramentas da Reforma só entrem em vigor em 2026, com impacto inicial limitado em autuações e fiscalização, nosso conselho como profissionais de contabilidade e gestão é claro: a organização interna é urgente.
É fundamental ter fluxo de caixa organizado, documentação fiscal idônea e controle sobre a aquisição de produtos e serviços, pois certas novidades impactarão o pagamento de tributos já no ato do recebimento.
Esta nova era digital é inevitável. A lição que fica é que as administrações tributárias, sobretudo a federal, evoluíram tecnologicamente a passos muito mais rápidos do que a maioria dos setores empresariais do país.

  • Eustáquio é contador em Teresópolis, com mais de 20 anos de experiência

Eustáquio Pereira

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