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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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“A felicidade é uma arma quente”

Esta frase está presente em uma música do cantor Belchior (26/10/1947-30/04/2014) que soa como um hino de resignação quanto ao que o tempo faz conosco, apesar de o artista cantar o seu anseio por caminhar sozinho e que sonha e escreve em letras grandes.
Digo resignação como uma experiência de identificação no mundo, sobre o que foi feito e vivido no passado, e o que se é, no momento presente. Falar sobre a escrita e os sonhos revela uma consciência quase metafísica, de muita sensibilidade, e que talvez seja forçoso demais tentar caber em algumas estruturas.
Mas… o que pode significar “a felicidade é uma arma quente”? eu vi que esta frase fora inspirada em um trecho de uma canção dos Beatles. Não busquei pelo significado, mas uma arma quente sugere um disparo, ou uma penetração.
Felicidade é algo tão indescritível que para defini-la, somente um outro mistério. Alegoria sem fim, que vale conforme o chão que se pisa. Vejo a arma quente como um ato violento, de ataque. Ou seria de defesa?
Imaginar a felicidade como algo positivo, se comparado a uma arma não me soa legal imaginar um ataque, um assalto. Mas parece que estamos nos protegendo de algo que vem nos roubar o que seja valioso. Por enquanto, aos 14 dias de setembro de 2026, é o que passa por esta cabeça de quem também sonha e escreve em letras grandes, como o poeta cearense.

Eustáquio Pereira

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Edição 31/10/2026
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