Marcello Medeiros
O Inverno vai muito além do frio, deixando os dias com um céu azul extasiante e florações que marcam a estação que tem tudo a ver com Teresópolis. Uma delas, de uma árvore que veio de muito longe, mas que se adaptou muito bem às cidades mais altas do país, a japonesa Sakura. Na ‘terra de Teresa’, um lugar em especial fica maravilhoso nessa época do ano e, a cada florada, recebe um número maior de visitantes: o ‘Cantinho das Cerejeiras’, na Posse, onde 26 exemplares foram plantados às margens do Córrego Antônio José, na sequência, por um morador local. Walter Rodrigues, que reside e trabalha em um sítio próximo, todos os anos recebe orgulhoso uma grande quantidade de pessoas interessadas em ver essas belezas floridas com os próprios olhos e, é lógico, garantir um bonito registro para as redes sociais.

“No auge da floração, no ano passado, recebemos aqui umas duas mil pessoas em um único fim de semana. Foi muita gente mesmo, com todo mundo querendo garantir sua foto com essas lindezas aqui”, relatou ao Diário nesta sexta-feira (03) o ‘Pai das Cerejeiras’, que, a cada ano, busca deixar ainda mais bonito o agora atrativo turístico de Teresópolis.
Logo que as árvores começaram a fazer sucesso, ele já providenciou uma plaquinha com o nome do lugar, que fica na Rua Silvério Rodrigues de Lima, paralela à Estrada José Gomes da Costa Júnior, perto do acesso do Clube do Lago. Em seguida, instalou um banco que vai além da sua função primordial e acaba rendendo diferentes fotografias. Agora, além de sinalização visando reorganizar o estacionamento em dias de grande movimentação, doada pela Associação de Amigos e Moradores da Posse, Walter instalou mais um banco, do outro lado da via. Em breve, ele vai colocar na altura das crianças, sem esquecer a manutenção frequente no espaço, mesmo quando não há milhares de pequenas lindas flores rosas em destaque.

Frio e Tragédia
Seguindo sua caraterística de origem, a Cerejeira depende que as semanas antes da floração sejam bastante frias, durante seu período de dormência. Por isso, os dias que ela ocorre, além do volume, varia a cada ano. Além de beleza que encanta cada vez mais gente, e de certa forma inspira que a população contribua com o embelezamento do lugar onde vive, sem ficar só esperando ações do poder público, importante frisar que, até pouco mais de uma década atrás, essa margem de rio ainda guardava muitas lembranças da maior catástrofe natural da Região Serrana, a Tragédia de 12 de Janeiro de 2011.
“Ainda hoje, quando caminho às margens do córrego fazendo sua manutenção, acho pedaço de carro, de casa, de coisas que eram de quem morava aqui. Essa talvez tenha sido a principal motivação para plantar essas árvores, dar um novo significado a esse lugar, que hoje representa vida e esperança”, pontua Walter.


O Inverno vai muito além do frio, deixando os dias com um céu azul extasiante e florações que marcam a estação que tem tudo a ver com Teresópolis. Foto: Marcello Medeiros / O Diário







