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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Aposentado de Teresópolis perde R$ 200 mil em golpe

Estelionatários se passaram por funcionários de banco onde a vítima tem conta

Marcello Medeiros

Foi o tempo que os estelionatários precisavam ficar em filas de agências bancárias ou lotéricas para observar quem estava movimentando dinheiro para abordar essa pessoa, geralmente idosa, e tentar lucrar contando uma história fantasiosa. Agora, basta uma ligação ou mensagem enviada ao celular da vítima, geralmente idosa e com mais dificuldade de acessar as tecnologias atuais, para causar um grande prejuízo financeiro a alguém. E foi isso que ocorreu no último fim de semana em Teresópolis, quando um aposentado teve R$ 200 mil retirados da sua conta poupança ao acreditar que estava falando com funcionários da sua agência.

Segundo ele, o golpe começou após ele receber dois boletos para pagamento, de bancos diferentes, no valor total de R$ 5 mil, e entrar com contestação por desconhecer tal cobrança. Momentos depois, uma mulher que teria utilizado a foto da gerente do banco da vítima teria entrado em contato com ele, via WhatsApp, informando sobre uma tentativa de fraude no valor de R$ 200 mil e orientado a realizar alguns procedimentos. Outro homem teria entrado em cena minutos depois, possuindo alguns dados da vítima, e ajudado a ‘fazer parecer real’. Somente no dia seguinte, quando efetivamente conseguiu falar com a agência onde mantém conta, ele descobriu o enorme prejuízo financeiro. O fato foi comunicado na 110ª DP.

É muito golpe!
Dados do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ), coletados nas delegacias de polícia, indicam que é cada vez maior o número de casos de estelionato: somente entre janeiro e maio, foram 842 comunicações em Teresópolis – 245 a mais do que o mesmo período do ano anterior, o que representa um crescimento de 41% nessa estatística.

Ação em todo o país
No mês passado, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um casal acusado de aplicar virtualmente golpes em aposentados e oferecendo falsos consignados, podendo ter feito um grande número de vítimas em vários municípios. Na mesma época, em São Paulo, foi descoberto um bando que utilizava uma estrutura tecnológica sofisticada que simulava centrais telefônicas de bancos. A partir de dados cadastrais obtidos de forma ilícita, os criminosos entravam em contato com os idosos, passando-se por funcionários das instituições. Assim, conseguiam extrair informações sensíveis, como senhas bancárias. Depois, a quadrilha enviava um falso motoboy ao endereço da vítima para recolher o cartão. Com os dados obtidos, os suspeitos realizavam transações financeiras e transferências via PIX.

Teresópolis 22/09/2026
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