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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Aula de crochê transforma aprendizado e conquista estudantes em escola de Teresópolis

Projeto estimula criatividade, concentração e socialização e precisa de doações

Maria Eduarda Maia

Entre linhas, agulhas e muitas cores, a Escola Municipal Governador Portella, no Bairro dos Pinheiros, vem desenvolvendo uma atividade que conquistou a atenção e o coração da criançada: o crochê. Mais do que ensinar uma técnica manual, o projeto tem estimulado habilidades como concentração, criatividade, socialização e até o bem-estar emocional das crianças. A iniciativa surgiu de forma espontânea, dentro da oficina de ‘brinquedos e brincadeiras’, que já acontecia na escola com a proposta de resgatar jogos antigos, brincadeiras tradicionais e momentos de convivência longe das telas.
Segundo a professora responsável pelo projeto, Vandinha da Silva, a ideia nasceu enquanto ela produzia uma “colcha do tempo”, tendência compartilhada nas redes sociais em que cada carreira representa as emoções vividas em determinado dia. Aproveitando um intervalo da rotina escolar, ela começou a fazer crochê com algumas crianças que permaneciam mais tempo na escola. “O interesse foi surgindo naturalmente. Primeiro eram duas meninas, depois outros alunos começaram a se aproximar, perguntar, querer aprender. Eu ensinei o básico, como o pontinho, a corrente, como segurar a agulha, e eles foram seguindo”, relata.

A iniciativa surgiu de forma espontânea, dentro da oficina de ‘brinquedos e brincadeiras’, que já acontecia na escola. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Grande interesse
O que começou como uma atividade complementar passou a integrar a oficina, reunindo cada vez mais participantes, inclusive meninos. “O crochê proporciona relaxamento, ajuda a aliviar o estresse e oferece uma pausa saudável do uso excessivo das telas.”, declarou a professora. Além disso, a atividade ultrapassou os muros da escola. Muitas crianças passaram a levar o aprendizado para casa, criando novas experiências em família. “Tem alunos que começaram aqui e depois foram fazer crochê com a avó, com a mãe. Isso está criando memórias afetivas muito bonitas, do fazer junto, da convivência”, destaca Vandinha.

Entre linhas, agulhas e muitas cores, a Escola Municipal Governador Portella, no Morro dos Pinheiros, vem desenvolvendo uma atividade que conquistou a atenção e o coração da criançada: o crochê. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Doações
O projeto funciona, em grande parte, com materiais compartilhados e doações. Agulhas, fios de lã, fio de malha e outros itens são bem-vindos para ampliar o acesso dos alunos à atividade. Para contribuir, basta acessar pelo Instagram da professora @vandinhasilvasantos ou entregar na secretaria municipal de Educação, que fica na Rua Carmela Dutra, 475, no Agriões.

O que começou como uma atividade complementar passou a integrar a oficina, reunindo cada vez mais participantes. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Desenvolvimento de habilidades
Para a diretora da escola, Danielle Antunes, os benefícios vão muito além da arte manual. A prática envolve matemática, contagem, combinação de cores, coordenação motora e desenvolvimento emocional. “É uma oportunidade de deixar as telas de lado, aprender matemática de forma prática, valorizar a arte, a cultura e o trabalho manual. A escola se torna um espaço de criação de memórias afetivas e de uma educação mais humanizada”, afirma.

Para a diretora da escola, Danielle Antunes, os benefícios vão muito além da arte manual. A prática envolve matemática, contagem, combinação de cores, coordenação motora e desenvolvimento emocional. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Alegria da criançada
Entre os estudantes, o entusiasmo é evidente. Alguns já produzem peças como porta-copos, bolsas, panos de mesa, tabuleiros de xadrez e pequenos acessórios. Outros ainda estão aprendendo os primeiros pontos, mas já demonstram orgulho do processo. “Eu gosto de fazer porta-copo”, conta a aluna Laura Fernandes. Outra prefere criar bolsas, enquanto colegas destacam que a oficina ajuda a “tirar o estresse”, “ficar mais feliz” e também permite ensinar amigos que estão começando.
Um dos relatos mais marcantes é de Milena Pereira, aluna que iniciou no crochê improvisando com um lápis no lugar da agulha, usando linhas emprestadas pelos colegas. “Eu não imaginava que podia fazer crochê. Comecei com um lápis e com as linhas que meus amigos me davam. Depois a professora me emprestou uma agulha e, mais tarde, conseguimos um kit”, lembra. Hoje, ela continua aprendendo, criando peças e ensinando outros colegas.

“O crochê proporciona relaxamento, ajuda a aliviar o estresse e oferece uma pausa saudável do uso excessivo das telas.”, declarou a professora Vandinha da Silva. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário
As alunas Laura Fernandes e Ana Júlia Pereira já produziram bolsas e porta copos. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário
Giovanna Pimentel disse que está produzindo uma bolsa. Já Milena Pereira, que fazia peças com a ponta do lápis, continua aprendendo, criando peças e ensinando outros colegas. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário
Geovana Andrade e Danilo Cordeiro dizem que realizar a atividade do crochê é relaxante e acalma em momentos de tristeza. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário
Entre os estudantes, o entusiasmo é evidente. Alguns já produzem peças como porta-copos, bolsas, panos de mesa, tabuleiros de xadrez e pequenos acessórios. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário
A Escola Governador Portella está localizada no Morro dos Pinheiros e oferece ensino integral para seus alunos. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário


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