A Rede Municipal de Ensino de Teresópolis está promovendo a Campanha de Autodeclaração Étnico-Racial, uma iniciativa importante para qualificar as informações do Censo Escolar 2026 e fortalecer o compromisso com uma educação mais justa e inclusiva.
Coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), o Censo Escolar é a principal pesquisa da Educação Básica no Brasil. A partir dele, é possível conhecer a realidade das escolas, dos estudantes e das redes de ensino, além de orientar políticas públicas, programas educacionais e a distribuição de recursos federais, como os do Fundeb.
De acordo com a secretária municipal de Educação, Carla Rabello, o preenchimento correto da informação sobre raça/cor dos estudantes tem papel estratégico. “Quando esse dado é informado de forma consciente, permite identificar desigualdades, acompanhar indicadores de equidade e direcionar investimentos para onde são mais necessários. Já informações incompletas dificultam o planejamento e podem comprometer o acesso a recursos”, explica, destacando a importância da participação das famílias.
A autodeclaração étnico-racial consiste em como a própria pessoa se reconhece em relação à sua raça ou cor. No caso de crianças e adolescentes, a informação deve ser fornecida com o apoio dos responsáveis, sempre respeitando a identidade e a história familiar. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estabelece cinco categorias de raça/cor: preta, parda, branca, amarela e indígena, utilizadas como referência para a coleta desses dados.
A coordenadora do Serviço de Equidade Racial e Educação para as Relações Étnico-Raciais da Secretaria Municipal de Educação, Carla Patrícia Vasconcelos Seixas, ressalta que não existe resposta certa ou errada. “A autodeclaração deve ser feita com respeito, reflexão e consciência, considerando o pertencimento e a identidade de cada estudante”, afirma. Ela destaca ainda que a iniciativa vai além de um procedimento administrativo. “A autodeclaração é um instrumento de garantia de direitos. Ela dá visibilidade à diversidade nas escolas e contribui para que todos os alunos sejam reconhecidos e respeitados”, completa.
Os dados coletados também são utilizados pelo MEC em análises estatísticas que permitem monitorar desigualdades educacionais e orientar políticas de equidade. Esse processo influencia, inclusive, critérios para repasse de recursos federais, como o VAAR (Valor Aluno Ano Resultado).
A campanha reforça o convite para que as famílias participem de forma consciente e responsável. Ao declarar corretamente a raça/cor dos estudantes, os responsáveis contribuem para a construção de uma educação pública mais justa, inclusiva e alinhada à realidade dos alunos. Autodeclarar é reconhecer identidades, garantir direitos e ajudar a transformar a educação.





