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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Festival de Pipas quer reunir famílias e resgatar brincadeira que atravessa gerações em Teresópolis

Evento gratuito será realizado dia 20 de setembro, na antiga Sudamtex, com espaços para crianças e adultos

Maria Eduarda Maia

Antes de a tecnologia fazer parte da rotina das crianças, muitas tardes eram preenchidas com brincadeiras simples e ao ar livre. Entre elas, estava a pipa, que até hoje faz parte da memória de diferentes gerações e continua ganhando espaço nos céus. Para celebrar essa tradição, a Várzea recebe, no dia 20 de setembro, o Festival de Pipas. O evento vai reunir famílias, crianças e os chamados pipeiros, apaixonados pela brincadeira, em um dia dedicado ao lazer, à convivência e ao resgate de uma atividade que atravessa gerações. A programação será das 10h às 17h, na antiga Sudamtex, na Rua Nilza Chiapeta Fadigas. A entrada é gratuita e o convite é para que famílias, crianças e adultos aproveitem o domingo ao ar livre.

A iniciativa surgiu depois que o organizador Wamberto Souza percebeu a presença de grupos de pipeiros em diferentes bairros da cidade, mas a falta de um encontro que reunisse os apaixonados pela atividade. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário


A iniciativa surgiu depois que o organizador Wamberto Souza percebeu a presença de grupos de pipeiros em diferentes bairros da cidade, mas a falta de um encontro que reunisse os apaixonados pela atividade. A inspiração também veio de festivais realizados em outras cidades brasileiras. A proposta é reunir quem já pratica a atividade há anos, mas também abrir espaço para crianças e pessoas que simplesmente gostam de soltar pipa. “Eu vi os colegas nossos aqui soltando pipas e não tiveram esse encontro. E eu vim criar esse evento para que reunisse todos os pipeiros da cidade e até aqueles que não são pipeiros, que gostam de soltar pipa também, a criançada”, conta Wamberto, em entrevista ao Diário.
Segundo ele, o festival que será realizado em setembro é o primeiro passo para que a iniciativa cresça e possa reunir ainda mais participantes no futuro. “Esse é apenas para abrir. A gente está tentando fazer um festival maior do que esse que vai ter agora”, afirma.

“As crianças nossas hoje estão precisando muito desse Festival de Pipas, para eles aprenderem a largar um pouco o telefone, a se dedicar mais, a se divertir. Porque um divertimento melhor do que uma pipa não existe”, afirma Ezequiel Portella. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Dia do evento
Para facilitar a participação de diferentes faixas etárias, a organização preparou áreas distintas dentro da antiga Sudamtex. O espaço onde funcionava o circo será destinado aos adultos, enquanto uma área mais à frente será reservada para as crianças Wamberto explica que uma equipe ficará responsável por acompanhar a movimentação durante o evento e orientar os participantes, buscando evitar conflitos entre as áreas. Além das pipas, o público poderá aproveitar música e outras atrações. A programação também terá carrinho de pipoca e a previsão de distribuição de bebidas para as crianças.

Geração para geração
Mais do que ocupar o céu com diferentes formatos e cores, o Festival de Pipas pretende valorizar as lembranças ligadas à brincadeira. Para Wamberto, soltar pipa é uma tradição que acompanha diferentes fases da vida e que é passada entre gerações. “É uma coisa de infância, coisa que vem de avô, vem de pai. É uma coisa gostosa soltar uma pipa. Muitos não gostam, mas a gente que gosta acha maravilhoso”, destaca.
Segundo o organizador, a atividade também deve ser vista como uma manifestação cultural e uma forma de lazer. “Soltar pipa não é crime, desde que seja sem perigo para o próximo É gostoso, é uma coisa que faz cultura. Soltar pipa é cultura”, afirma. A memória também aparece nas lembranças de quem pratica a atividade há décadas. Participante e também integrante da organização do festival, Ezequiel Portella recorda momentos da infância em que a brincadeira reunia crianças nos bairros. “Nós ficávamos de cima da laje, daqui a pouco vinha aquele monte de criança brincar, e a mãe falava: ‘desce daí agora’. Isso era muito divertido”, relembra.

Mais do que ocupar o céu com diferentes formatos e cores, o Festival de Pipas pretende valorizar as lembranças ligadas à brincadeira. Foto: Maria Eduarda Maia / O Diário

Deixar o celular de lado
Para Ezequiel, o festival também pode ajudar a aproximar as crianças de uma forma de diversão diferente daquela encontrada atualmente nas telas. “As crianças nossas hoje estão precisando muito desse Festival de Pipas, para eles aprenderem a largar um pouco o telefone, a se dedicar mais, a se divertir. Porque um divertimento melhor do que uma pipa não existe”, afirma. Ainda para o apoiador, participar do festival representa felicidade e também a possibilidade de fortalecer a tradição na cidade. Ele acredita que, com apoio, o evento pode crescer e até atrair visitantes de outros lugares. “Fico muito feliz de o Wamberto ter trazido para a nossa cidade esse Festival de Pipas. Isso aí vai ser maravilhoso para nossa cidade, até mesmo para trazer os turistas, porque muitos turistas gostam de pipa”, concluiu.

Festival de Pipas

  • Dia 20 de setembro, das 10h às 17h
  • Local: Antiga Sudamtex (Rua Nilza Chiapeta Fadigas, na Várzea)
  • Entrada gratuita

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Teresópolis 29/08/2026
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