Marcello Medeiros
A ‘tempestade de verão em pleno outono’, na manhã da última terça-feira (19), trouxe à tona novamente um problema que se arrasta há anos no trecho inicial da rodovia RJ-130, a Teresópolis-Friburgo, na região de Albuquerque. Um lamaçal, proveniente de vias não calçadas na parte alta dessa comunidade, tomou conta da estrada estadual mais uma vez. Motoristas que trafegavam nos dois sentidos precisaram ter atenção redobrada para evitar acidentes e, para quem mora em ruas como Uganda, Equador e Angola, até então têm sido dias difíceis por conta do grande volume de lama e caminhos escorregadios. O Diário conversou com o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Davi Serafim, que explicou o motivo de tamanho problema ainda não ter sido solucionado. Segundo ele, ainda não foi possível conectar as redes pluviais construídas justamente para esse fim e, assim, encerrar o sofrimento de moradores de Albuquerque e a preocupação dos motoristas que trafegam pela RJ-130.

Há cerca de três anos, foi concluída uma grande rede de galerias nas ruas laterais à estrada estadual, com o material comprado pelos moradores e a instalação sendo feita pela secretaria municipal de Obras. Este ano, foi construída uma grande galeria do outro lado da rodovia, sistema que se conecta a um pequeno curso d´água que atravessa Vale dos Cedrinhos e Albuquerque. Porém, na hora de conectar as duas redes, a localização de alguns postes acabou sendo um problema que precisou ser contornado com a mudança no projeto.



“A gente está nessa agonia há muito tempo, mas o que aconteceu… Agarrou em problema sério com os postes, por causa da Enel. Chegou a gerar uma ação no Ministério Público com a Enel para retirar os postes e se passar a galeria. E, em uma dessas reuniões, com a presença do promotor Rafael, chegamos a conclusão que isso iria demorar muito tempo. Então, chegamos a uma solução junto ao DER-RJ, responsável pela rodovia e, em parceria, fizemos esse trecho lateral com rede de manilhas novas interligando com o rio e agora faltam só duas caixas de passagem para ligar com a rede de manilhas e acabar de vez com esse sofrimento aqui. Finalizamos tem 15 dias e agora está bem próximo de acabar de vez”, explicou Serafim. “Falta só fazer essa comunicação entre as duas redes e em seguida o asfaltamento”, completou.

Promessa de asfaltamento para breve
Moradores de ruas com Uganda, Angola, México e Peru relataram ao Diário a dificuldade de sair ou chegar em casa no período chuvoso. Em algumas vias, foi colocada ‘bica corrida’ para amenizar os problemas, mas outras continuam com muita lama e acesso complicado. Eles, que se uniram e pagaram cotas para comprar as manilhas para a construção do sistema de coleta de água da chuva, esperam que o asfalto, ou outro calçamento adequado, como o de paralelos, esse muito mais difícil de ser realizado, finalmente saia do campo da promessa.
Também na entrevista ao Diário, Davi Serafim relatou que o asfaltamento só não ocorreu ainda porque está sendo aguardada a conclusão da conexão das duas redes. “Agora o pessoal da Agricultura está terminando a frente de asfaltamento em Prata dos Aredes e Canoas e em seguida virá aqui para Albuquerque”, prometeu.






