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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Prefeitura de Teresópolis transfere R$ 5 milhões da Saúde para Procuradoria

Com dinheiro "sobrando", saúde atrasa os salários dos contratados
prefeitura

Wanderley Peres

Diversas reclamações dando conta da falta de pagamentos de salários no setor da saúde em Teresópolis chegaram à redação do DIÁRIO DE TERESÓPOLIS na última semana, nesta segunda-feira sugerindo-se, mesmo, que estaria ocorrendo uma suposta parcialidade do jornal, que não deu notícia sobre os bolsos vazios dos trabalhadores da saúde.

“Estou indignada com uma notícia que não está sendo anunciada. O prefeito está novamente atrasando o salário dos funcionários da saúde. Em pleno dia das mães os funcionários passaram sem seu salário na conta enquanto o safado está fazendo evento no Alto como se nada estivesse acontecendo”, reclamou uma contratada, pedindo a divulgação da inadimplência. Outro, ironizou: “Funcionários da UPA e Saúde sem salários, mas a notícia do jornal é o dia de sol”.

Perguntada sobre o atraso dos salários na saúde, a assessoria de imprensa não confirmou, na verdade ignorou a pergunta, como vem fazendo com certa regularidade, fazendo, sem seguida, contato com a redação, um secretário do governo, este ironizando a reclamação, do atraso de salários, que não estaria ocorrendo, porque o prefeito é que vinha pagando adiantado o segmento de contratados, não provando nem justificando porque não não foi feito o mesmo esse mês.

“Vocês não têm compromisso com a verdade. Vocês sabem que os contratos recebem por contrato todo dia 20 [?]. O prefeito que antecipou para o dia 5 para igualar o recebimento de todos que trabalham na PMT”, encaminhou mensagem o secretário de Fazenda, Fabiano Claussen, quem tem que providenciar o recurso para a administração honrar com os vencimentos.

Na última semana, a coluna Wanderley publicou que o prefeito Vinícius Claussen havia sumido com R$ 5 milhões da Saúde no orçamento 2024, alocando-o na Procuradoria, pelo decreto 6159, de 3 de abril, “a fim de dar atendimento a despesas de natureza inadiável e irrecusável”, conforme publicado em Diário Oficial no dia 8 de abril passado.
Não responder sobre o problema, que é “vero” e não fake, impedindo o trabalho regular da imprensa, e ironizar o jornal, “que não sabia que o prefeito pagava os contratados da saúde com adiantamento de 15 dias”, deve ter algum propósito, de repente esconder que o prefeito está tirando dinheiro da Saúde para alimentar de fartos recursos a Procuradoria Municipal. E nem há que se falar que seja para suposto pagamento de precatórios esse dinheiro transferido, porque se sabe que a Justiça está travando o dinheiro da Prefeitura de Teresópolis na fonte, antes que ele chegue aos cofres municipais.

VACAS MAGRAS

O período de vacas magras de agora, na Prefeitura, tendo o governo que desviar o pouco dinheiro que tem na sofrida saúde para custear as despesas da Procuradoria Geral, supostamente, com pagamento de precatórios, é por conta do tempo das vacas gordas que não voltam mais, quando o prefeito esbanjou dinheiro público desmedidamente, comprando tablets a peso de ouro, comprando palestras e cursos com muita prata, e custeando farras de secretários em São Paulo aonde foi junto para assistirem cursos de coaching enquanto vigorava a liminar do calote nos precatórios, artimanha que valeria para sete meses, até que a prefeitura fosse saneada, conforme justificou a medida extrema o TJRJ, conseguindo o governo, com artimanhas, postergar a validade da decisão, prorrogando-a por cerca de três anos, gestando enorme dívida, que agora está sendo cobrada, com juros, correção e mora.

Edição 23/05/2024
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