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Secretaria de Educação explica ajustes em cartões de material escolar

Programa enfrenta instabilidades iniciais e passa por fase de adaptação

Maria Eduarda Maia

Os cartões para a aquisição do material escolar foram distribuídos recentemente pela rede municipal de ensino de Teresópolis, mas vêm sendo alvo de reclamações por parte de pais e responsáveis no momento das compras. Entre as principais queixas estão dificuldades para realizar pagamentos, instabilidades no sistema e relatos de que valores estariam sendo subtraídos dos saldos sem a realização de compras. Para esclarecer o funcionamento do programa e entender melhor a situação relatada pelos usuários, a reportagem do Diário conversou com a secretária de Educação, Carla Rabello.

Segundo a secretária, a implantação do sistema faz parte de uma política considerada “grandiosa” pela gestão, que atende cerca de 21 mil alunos da rede municipal. Ela afirma que, por se tratar de um processo novo e de grande escala, intercorrências podem ocorrer no início da operação. “Implementar um projeto como esse pode gerar intercorrências. Ainda é muito cedo para avaliarmos se o processo está bom ou ruim, porque ele começou agora, e é normal que existam alguns problemas nesse início”, declarou. Vale destacar que devido ao grande número de alunos novos, as creches irão receber o cartão no segundo lote, em breve.

“É uma política pública muito grande e, por ser novidade, acaba enfrentando dificuldades nesse início. Mas a tendência é que tudo se estabilize e que todos ganhem com esse programa”, concluiu a secretária.

Saldos dos cartões

Sobre os relatos de redução de saldo sem compras, a secretária explica que os valores estão vinculados ao CPF do responsável pelo aluno e que ajustes podem ter ocorrido durante a parametrização do sistema. De acordo com a pasta, houve correções automáticas de valores para adequação aos kits escolares de cada série.

“O sistema lançou créditos para cerca de 21 mil pessoas ao mesmo tempo. Pode ter ocorrido de um kit previsto para R$ 150 receber R$ 200. Quando o sistema identificou esse erro, ele reorganizou os valores e retirou o saldo excedente, ajustando o cartão para o valor correto. Então, o dinheiro não sumiu; ele apenas foi ajustado”, explicou.

Instabilidade nas compras

Outro ponto levantado são as dificuldades enfrentadas por comerciantes credenciados no momento das vendas. A secretaria de Educação reconhece instabilidades e afirma que representantes das empresas já estão sendo acionados para resolver as falhas técnicas. “Estamos recebendo representantes das empresas credenciadas, porque algumas estão relatando dificuldades para finalizar vendas. O suporte técnico vem nos ajudando a resolver essas questões”, afirmou Carla, frisando que os lojistas estão sendo apoiados.

Além disso, também foi destacado que o objetivo é cadastrar todos os interessados. Inclusive, quem ainda não se credenciou pode entrar em contato com a empresa responsável, que o credenciador irá até o local para realizar o cadastro.

Responsabilidade e acompanhamento

A secretária também destaca que os problemas são de responsabilidade da empresa operadora do sistema, a contratação da empresa NEO Consultoria e Administração de Benefícios Ltda, contratada pela Prefeitura para administrar os cartões. Ainda assim, diz que acompanha o funcionamento diariamente. “Como muitas pessoas estão acessando o sistema ao mesmo tempo, pode haver instabilidade. Mas estamos acompanhando os relatórios de compras e o processo vem evoluindo”, disse.

Segundo a pasta, problemas com senhas e valores podem ser respondidos pelo 0800-940-1775. Em caso de dúvidas, procurar a secretaria municipal de Educação.

Preços, regras e funcionamento do programa

Sobre os valores dos itens, Carla Rabello afirma que os kits foram definidos com base em cotação de mercado e que os preços refletem a realidade do município. “Os valores disponibilizados serão suficientes para adquirir toda a lista fornecida pela secretaria. Os itens continuam sendo praticamente os mesmos, com alguns ajustes. Os preços foram cotados dentro da realidade da cidade, então ninguém precisa se preocupar”, esclareceu.

Uniformes e próximos passos

O programa também prevê a distribuição de uniformes escolares, que estão em fase de produção por empreendedores locais. A previsão, segundo a secretária, é que essa etapa esteja mais avançada entre junho e julho, com a liberação dos cartões para que os pais possam fazer os pedidos. “Estamos em contato com os empreendedores e empresários locais que já se credenciaram para a produção. Neste momento, estamos na fase de ajuste de cores, porque criamos um novo modelo de uniforme, mais bonito e com melhor qualidade.”, explicou Carla.

“É uma política pública muito grande e, por ser novidade, acaba enfrentando dificuldades nesse início. Mas a tendência é que tudo se estabilize e que todos ganhem com esse programa”, concluiu a secretária.

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Teresópolis 12/05/2026
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