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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Transporte por aplicativo tem cerca de mil motoristas cadastrados em Teresópolis

Secretaria de Segurança trabalha para tentar organizar segmento, que enfrenta, entre outros problemas, a disputa com os “piratas”

Luiz Bandeira

A modernização do sistema de transporte coletivo, com a possibilidade de chamar um veículo de qualquer lugar, a partir de um telefone celular, mudou a maneira que a população utiliza o serviço. Mas essa mudança vai muito além da facilidade de conseguir um veículo para ir ou sair de qualquer lugar. O chamado “transporte por aplicativo” se tornou fonte de renda para muitas pessoas, e, no período de pandemia da Covid-19, quando muitas portas de emprego se fecharam, aumentou ainda mais a procura por essa fonte de renda. Hoje, segundo dados da secretaria municipal de Segurança Pública, são cerca de mil motoristas cadastrados em Teresópolis. Junte a eles as centenas de outros que trabalham clandestinamente e temos um sistema complexo para ser resolvido pelo governo municipal, responsável pela organização do trânsito. O comandante da Guarda Civil Municipal, Gil Wellington diz estar convencido que esse crescimento está impactando o fluxo da cidade. “Com certeza o trânsito é impactado com todos esses carros que têm que ser de Teresópolis. Hoje pela lei municipal, que não autoriza motoristas de outra cidade rodar aqui, tem que ser da cidade, é uma das exigências, que os carros têm que ser da cidade. Hoje são mais de mil carros rodando pela cidade e isso impacta no trânsito, a gente sabe que não é simultaneamente, mas durante as 24 horas já gera um aumento”, pontuou.
Gil Wellington disse ainda que os usuários do sistema podem ajudar dando preferência a trabalhadores que moram em Teresópolis, inclusive contribuindo para que a lei seja efetivada. “A gente orienta quem utiliza desse serviço para dar prioridade a quem é da cidade, por que o operador que tá na plataforma que não é da cidade e tá pegando passageiro, se for flagrado pela Guarda Municipal vai ser notificado, por que ele tem todo o direito de trazer o cliente dele e retornar com o cliente dele para outro município, agora ele não tem autorização de tá fazendo o serviço de aplicativo dentro da cidade”, alerta Gil.
Na verdade a maioria dos motoristas que trabalham com o transporte de passageiros em Teresópolis faz questão de andar dentro da lei e, para tanto, o Comandante da Guarda dá a seguinte orientação: “Ele deve procurar no Centro Administrativo, que funciona no antigo Fórum, a Divisão de Trânsito, no segundo andar, e procurar a Patrícia, o Basílio ou o J. Carlos, das 09h às 17h. Eles estão atendendo e vão passar a informação da documentação que tem que ter pra ser registrado. A legislação do município diz que para o serviço precisa ser cadastrado no município para prestar o serviço de transporte de passageiros. Essa é mais uma das exigências da lei, além do motorista ser morador de Teresópolis, o veículo tem que ser licenciado aqui e tem que ser cadastrado pelo município”.

Fiscalização
A autoridade de trânsito do município alerta ainda que as operações para coibir o transporte irregular de passageiros serão intensificadas. “Na fiscalização que a Guarda tem feito e estamos apertando cada vez mais, se o cadastro não for identificado, essa pessoa mesmo sendo da cidade não estando cadastrado, essa pessoa vai receber uma notificação por transporte irregular, de acordo com a lei do município”, pontua Gil Wellington.

Gil Wellington, Chefe da GCM, atenta para a importância de seguir as regras para trabalhar no segmento

Posição da categoria
A reportagem do jornal O Diário e Diário TV procurou também o posicionamento de um representante dos motoristas que atuam nesse segmento. Recorremos à direção da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Teresópolis, AMAT, que enviou um representante para a entrevista. Porém, para evitar possíveis represálias, ele preferiu não se identificar. O representante da AMAT acredita que os motoristas de outras cidades que vem fazer corridas aqui em Teresópolis prejudicam o trabalhador local. “Hoje a gente tem uma estimativa de que temos na cidade de mil a mil e duzentos motoristas já atuantes na cidade de Teresópolis. A grande maioria é daqui, mas infelizmente a cidade vem sendo invadida por motoristas de outras cidades. Não temos nada contra essas pessoas, mas isso vem prejudicando o trabalho dos motoristas que são moradores da cidade”, denuncia. Ainda segundo ele, o representante dos trabalhadores a fiscalização feita pela GCM é fundamental para melhoria do sistema de transporte individual de passageiros por aplicativo. “A prefeitura, através da Guarda Municipal vem fazendo um belo trabalho, coibindo esse tipo de ‘invasor’, vamos dizer assim, que vem aqui tirar o trabalho dos moradores da cidade. São cerca de mil famílias de Teresópolis e algumas que vivem única e exclusivamente desse ofício, que tiram a sua renda, o seu pão de cada dia, o seu sustento e o sustento da sua família desse serviço por aplicativo”.
O representante da associação dos motoristas revela que há um aplicativo de passageiros de Teresópolis para o passageiro e trabalhador do sistema de transporte locais. “A AMAT surgiu da ideia e da união de vários motoristas que decidiram, atendendo uma sugestão do próprio secretário de segurança, Da Luz, para criar uma associação sem fins lucrativos, para buscar benefícios para o motorista morador de Teresópolis. A partir daí criamos o aplicativo ‘Teredriver’, que trabalha com 100% da tarifa para o motorista, ou seja, 100% da receita do serviço nesse aplicativo fica na cidade”, destaca o diretor da AMAT.


Edição 24/02/2024
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