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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Teresópolis-Itaipava deve ficar um longo período interditada

Complexidade da obra é um dos problemas para liberação da rodovia BR-495

Marcello Medeiros

Desde a manhã do dia 23 de fevereiro, quem precisa seguir de Teresópolis para Petrópolis está demorando muito mais tempo e, dependendo do caminho escolhido, gastando bem mais dinheiro. E a situação deve continuar assim por um longo período, visto que ainda não há sequer previsão de quando a rodovia BR-495, a Teresópolis-Itaipava, será liberada novamente. Segundo apurado pelo Diário, técnicos e engenheiros do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes realizaram vistorias nos últimos dias e mantém em curso estudos para a recuperação do trecho que afundou nas proximidades do quilômetro 22, mas, diante da complexidade da obra, ainda não é possível precisar quando será possível a passagem de veículos novamente.

Funcionários do DNIT informaram ao Diário que ‘o solo desapareceu’ no trecho abaixo da camada de concreto, levando uma contenção lateral à pista, na direção de um barranco. Não há água em curso no trecho e ainda não sabe o que realmente ocorreu. Uma possibilidade seria realizar um atalho lateral à rodovia, mas isso depende de mais estudos técnicos e liberação de uma propriedade particular. Por isso, além dos trâmites técnicos para obras com recursos públicos, ainda não dá para precisar quando ocorrerá a liberação.

Com o fechamento da estrada, que tem pouco mais de 30 quilômetros, os motoristas precisam seguir por rotas alternativas (veja abaixo quais são), muito mais longas e, em dois casos, com o pagamento de pedágios. Com isso, a viagem entre Teresópolis e Petrópolis tem demorado aproximadamente 3h30.

Funcionários do DNIT informaram ao Diário que ‘o solo desapareceu’ no trecho abaixo da camada de concreto, levando uma contenção lateral à pista, na direção de um barranco. Foto: Leitor Repórter

Caminhos para chegar a Petrópolis, saindo de Teresópolis
A rota mais procurada é que segue em direção ao Rio de Janeiro, via BR-116, pegando a BR-040 na altura de Duque de Caxias, subindo a serra de Petrópolis. Nesse caso, são dois pedágios e aproximadamente 100 quilômetros de distância. Há praças de cobrança na Rio-Teresópolis, onde o pedágio custa R$ 18,60, e na Rio-Petrópolis, ao custo de R$ 21.

Ainda seguindo sentido Rio de Janeiro, outra dica é entrar ao lado do viaduto de Piabetá, em Magé, e pegar a chamada ‘Serra Velha’, que liga o distrito mageense a Petrópolis, saindo nas proximidades da Rua Teresa. Nessa situação, ainda é preciso pagar um pedágio, na BR-116. Importante frisar que a chamada ‘Serra Velha da Estrela’ tem calçamento em paralelepípedos e muitas curvas bastante fechadas, um desafio para os motoristas menos experientes.

Saindo de Teresópolis, outro caminho é através do município de São José do Vale do Rio Preto, que faz limite com Petrópolis através do bairro da Posse. Nesse caso, depois de pegar a BR-116 sentido Além Paraíba e cruzar a cidade vizinha, é preciso pegar uma estrada mais estreita, a BR-492, e, geralmente, com muitos buracos e quebra-molas. São 100 quilômetros de distância, sem cobrança de pedágio. Nesse caso, a viagem acaba ficando mais demorada porque é preciso seguir pela BR-116 até a entrada de São José, cruzar todo o município vizinho e depois pegar a estrada que conduzirá o motorista até a Posse, onde poderá seguir via Pedro do Rio ou pegar em direção a Areal e subir pela BR-040.

Para os mais ‘aventureiros’, existe ainda uma estrada de terra batida que conecta a localidade de Santa Rita, em Teresópolis, ao Vale do Cuiabá, em Petrópolis. Nesse período chuvoso, porém, alguns trechos podem estar escorregadios e bastante arriscados, sendo recomendado apenas para quem possui veículos tracionados e tenha conhecimento das estradas da região, visto que não há sinalização indicando o caminho e o sinal de telefonia celular é precário.


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