Esta semana, aconteceu mais uma edição da WTM Latin America, a maior feira de turismo da América Latina, em São Paulo. Estava me lembrando que, há um ano, escolhemos o evento para lançar o Ibis Styles Nova Friburgo, nosso segundo empreendimento na hotelaria de bandeira internacional. Naquele momento, mais do que apresentar um novo hotel, estávamos materializando uma leitura de futuro: o diálogo do turismo com o mercado imobiliário.
Hoje, tanto quem viaja quanto quem escolhe onde morar busca, essencialmente, a mesma coisa — qualidade de vida aliada à experiência. Não se trata mais apenas de um lugar para dormir ou viver, mas de um espaço que proporcione bem-estar, praticidade e conexão com o entorno. No mercado imobiliário, isso se traduz em empreendimentos mais inteligentes: projetos que valorizam localização, áreas comuns, serviços, integração com a natureza e facilidades do dia a dia.
Morar bem passa a ser também viver melhor. No turismo, o movimento é semelhante. O viajante não quer apenas visitar um destino — ele quer sentir, experimentar, se desconectar da rotina e se reconectar com aquilo que faz sentido. A hospedagem, nesse contexto, deixa de ser coadjuvante e passa a ser parte fundamental da experiência. Essa convergência entre habitação e hospedagem revela uma mudança mais profunda: as pessoas estão reorganizando suas prioridades. Buscam mais equilíbrio, mais flexibilidade e mais significado nas escolhas — seja para morar, seja para viajar.
Cidades como Teresópolis e Nova Friburgo refletem bem esse novo momento. Com forte apelo natural, clima agradável e crescente oferta de experiências, vêm se consolidando como destinos que atraem não só visitantes, mas também novos olhares para investimento e moradia. E é nesse ponto que turismo e mercado imobiliário se encontram de forma definitiva. Um destino fortalecido atrai pessoas. Pessoas movimentam a economia. E essa dinâmica impulsiona tanto a demanda por hospedagem quanto por habitação qualificada.
Decidir investir em hotelaria foi, acima de tudo, uma escolha baseada nessa leitura. E, mais do que acompanhar tendências, o nosso papel é transformá-las em projetos consistentes, que façam sentido para as pessoas e deixem legado para as cidades.
- Rogério Branco é CEO da Gênesis Empreendimentos


