Marcello Medeiros
Mais um capítulo na história dos trens turísticos que atuam no entorno da Feirinha do Alto, agora com um novo rumo a seguir por aqueles que quiserem continuar prestando o serviço em Teresópolis. A Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, a atualização do regramento para trabalhar com esse tipo de atração turística. Mudanças como novas rotas que não atrapalhem o trânsito, volume mais baixo no som dos trenzinhos, seguro para funcionários por conta das ‘piruetas’ praticadas pelos personagens, horários separados para que cada empresa não conflite com a concorrente estão entre as mudanças, que agora seguem para sanção do prefeito Leonardo Vasconcellos. Outra grande novidade é que será feito um chamamento público para que os interessados em atuar na região do Alto se candidatem às concessões que serão oferecidas.
A alteração da lei original de 2014, foi encaminhada à casa legislativa pelo governo municipal após a suspensão do serviço, cerca de três meses atrás, quando ocorreu mais um desentendimento envolvendo as duas empresas que atuavam no bairro Alto. Na Câmara, o PL passou por emendas. O Diário conversou com os dois vereadores que propuseram alterações nas regras apresentadas pelo executivo. Marcos Rangel (PP) frisou os tumultos ocorridos no espaço público, confusões que tiveram repercussão internacional negativa para o município e a necessidade de ouvir também frequentadores da feirinha e moradores do entorno.



Marcos Rangel (PP) frisou os tumultos ocorridos no espaço público, confusões que tiveram repercussão internacional negativa para o município e a necessidade de ouvir também frequentadores da feirinha e moradores do entorno. Foto: Arquivo
“A gente entende a importância daquele serviço, mas também recebemos muitas queixas quanto à perturbação do sossego, de tumulto no trânsito, de turistas… Então ouvimos essas pessoas e também os prestadores de serviço. Importante lembrar que ocorreram muitas brigas quando os tripulantes dos trens ‘concorrentes’ se encontravam. Por isso, agora a lei prevê que o município organize horários e rotas para que não se encontrem nem no trajeto. Sobre essas rotas, os trens não podem passar em ruas que atrapalhem o trânsito. Tem ainda a regra sobre a CNH do condutor, que tem que ser de motorista profissional remunerado, como o de ônibus, de ambulância…”, pontuou Rangel.
O vereador Paulinho Nogueira (PL) também reforçou a importância do serviço nos últimos anos e que a lei, antes da aprovação, foi bastante debatida na casa legislativa, visando que o trabalho seja operado dentro de uma norma que beneficie o prestador e os usuários. “Vamos ter um novo chamamento público e outros trenzinhos vão poder participar desse serviço. Vamos criar uma rota nova, um local de embarque e desembarque, terá um seguro para os artistas que ficam dando aquelas piruetas e precisam ser protegidos… Muitas mudanças para ficar bom para todos os envolvidos. Sabemos que uma lei quando vem geralmente não agrada a todos, mas é preciso cumprir a lei”, frisou Nogueira.

“Lei será seguida”
Nas redes sociais, o responsável por uma das empresas que prestava o serviço em Teresópolis publicou nota alegando nunca ter buscado benefícios e que sempre defendeu a regulamentação. Porém, alegou ter feito investimento para construção de um ponto de parada do seu trem ao lado da Feirinha e questiona outros tópicos: “A única coisa que é inaceitável é colocar fila única na estação construída pelo tio Rogério; vale ressaltar que essa estação foi construída pra oferecer um ambiente agradável, confortável pra quem aguarda nosso trem , não é justo colocar outra empresa concorrente que é a causadora de tantos problemas no mesmo ambiente de trabalho, isso sim caracteriza favorecimento, outro ponto que não é benéfico, é embarcar na nossa estação e desembarcar na Oliveira Botelho , isso é um retrocesso , isso é falta de respeito com quem anda de trenzinho, cadeirantes, carrinhos de bebês , idosos, serão prejudicados , nossa estação oferece proteção (toldos) pra dias de chuva , quanto as outras pautas da nova lei , não vemos qualquer problema em cumpri-las”, destaca a nota. “Seguimos confiante em que a decisão do senhor prefeito, será pelo melhor pra todos os interessados, principalmente nossos turistas”, destaca ainda o posicionamento assinado por Rogério Modesto.
População divida
Na última quinta-feira (16), O Diário abriu espaço nas suas redes socias para a população comentar sobre o tema, gerando posicionamentos diversos sobre a questão. Veja alguns deles: “Divertidos, mas desnecessariamente barulhentos. E péssimos no trânsito!”, comentou Veronica Fleury. “Precisam voltar! Eles devem ficar em lados opostos e assinar um termo de conduta, sendo punidos com Suspensão em caso de falta”, disse Adriana Furtado. “Colocar em pontos diferentes na feirinha, talvez um de cada lado da feira ao invés de ficar um de frente para o outro pode ser uma solução”, se posicionou Carlos Riss. “A feira tem dois lados iguais. Se cada trem ficar de um lado da feira, dá certo. Na minha opinião, o trem que fica na calçada deveria fazer a estação deles do outro lado como já foi feito uma vez. Se cada um fizer o seu, sem caos e desarmonia, todos conseguem trabalhar bem”, disse Tamires Scheeffer.






