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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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CHUVA FORTE: Teresópolis registrou acumulado de 387 mm na região do Alto

Maior volume ocorreu na nascente do Paquequer e causou alagamentos ao longo de todo o rio

Marcello Medeiros

A previsão dos institutos de meteorologia se confirmou e, mais uma vez, Teresópolis ficou embaixo d´água. Devido ao volume de chuva acumulado desde a tarde da última sexta-feira (04), com a tempestade ganhando mais força no sábado, foram registrados transbordamentos de cursos d´água e alagamentos em vários pontos – principalmente em bairros e comunidades cortadas pelo Paquequer. Segundo dados do Cemaden-RJ (Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro), a explicação está no local onde ocorreu a maior precipitação: justamente na nascente do nosso principal rio, a Serra dos Órgãos. O equipamento instalado pelo órgão na sede Teresópolis da unidade de conservação ambiental registrou o acumulado de 387 mm de chuva no local, no período de 96 horas. Em todas as etapas analisadas, 24, 48 e 72 horas, esse foi o ponto com maior volume de chuva.
Diante de tanta água em um curto período de tempo, não houve como ocorrer o escoamento do rio, mesmo com a limpeza das margens e outros pontos, realizadas este ano em Teresópolis. Além do Parnaso, outros pontos de monitoramento indicaram mais locais com a água da chuva sendo jogada no Paquequer: foram 311.2mm na estação Barroso e 293.95 na de São Pedro.

Região central de Teresópolis tomada pela enchente devido ao grande volume de chuva ao longo do Paquequer. Foto: Leitor Repórter

Do Caxangá à zona rural
Com o Paquequer ganhando cada vez mais volume desde a tarde de sexta-feira, no início do mesmo período de sábado começaram os transbordamentos, do Caxangá ao Segundo Distrito, onde o curso d´água deságua no Rio Preto, em Providência. Na região da Várzea, o primeiro ponto a receber a água barrenta no encontro das ruas Rui Barbosa e Nilza Chiapetta Fadigas, com a enxurrada chegando a seguir na Avenida Feliciano Sodré. Minutos depois, o Paquequer ultrapassou a cabeceira da ponte da Duque de Caxias e rapidamente tomou a Lúcio Meira, chegando à Rua Heitor de Moura Estevão, nas Várzea.
Na Cascata do Imbuí, a grande queda que dá nome ao bairro tomou uma proporção impressionante, lembrando as quedas de Foz do Iguaçu. Ao longo da BR-116, moradores de várias localidades passaram momentos de tensão. Em Três Córregos, por exemplo, rapidamente o campo de futebol foi tomado pela enxurrada, que cobriu as traves.

Chuva diferente
Com o maior volume de chuva ocorrendo na região do Alto, dessa vez não foram registrados alagamentos ao longo da Tenente Luiz Meirelles e Manoel José Lebrão, que geralmente são tomadas pelas enchentes quando chove muito forte no Meudon e Ermitage.

VOLUME DE CHUVA ACUMULADO NO PERÍODO DE 96 HORAS *

PARNASO – 387 mm
BARROSO – 311.2 mm
SÃO PEDRO – 293.95 mm
VARGEM GRANDE – 164.87 mm
TARTARUGA – 164 mm
VOLTA DO PIÃO – 163.29 mm
MORRO DOS PINHEIROS – 146.55 mm
PARQUE DO IMBUÍ – 128.53 mm
QUINTA DO PARAÍSO – 122.4 mm
MEUDON – 116.56 mm
FONTE SANTA – 108.12 mm
VIEIRA – 101.5 mm
TRÊS CÓRREGOS – 84.94 mm
BONSUCESSO – 74.66 mm
CAMPO LIMPO – 73.6 mm
SERRA DO CAPIM – 41.77 mm

*Dados do Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais do Rio de Janeiro

Teresópolis 04/03/2026
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