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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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É possível a felicidade no trabalho?

“Como podemos chamar a Neurastenia, versão século 21?” Existem inúmeros estudos no país sobre a temática da “felicidade ou satisfação no trabalho”. As abordagens incluem estrutura, promoções, saúde mental, políticas antiassédio e de inclusão, além da avaliação das expectativas pessoais dos entrevistados. Grandes revistas promovem o destaque de empresas em todo o mundo, e que também atuam no país, por meio de rankings como os “Melhores Lugares Para se Trabalhar”. Um desses rankings conta, inclusive, com uma empresa teresopolitana recebendo premiações por anos consecutivos.
Mas será possível, de fato, medir a felicidade no trabalho, ou a questão se resume puramente ao alinhamento de expectativas? É necessário questionar o termo, pois “felicidade”, assim como muitos outros conceitos atualmente, banalizou-se, simplificando questões que não podem ser resolvidas em um parágrafo de jornal. Afinal, o que é ser feliz?
A famosa atriz brasileira Tônia Carrero certa vez foi perguntada em uma entrevista se era uma pessoa feliz. Ela respondeu prontamente: “Sou feliz várias vezes ao dia.” Contudo, também encontramos em outras pessoas respostas taxativas acerca de a felicidade plena independer de momentos ruins no dia a dia. Outro termo muito comum em nossa era é a questão do propósito. Não são poucos os que buscam no trabalho a possibilidade de realizá-lo, ou que cobram políticas empresariais que o permitam. Propósito e satisfação pessoal estão intimamente ligados.
Penso, inclusive, que é mais adequado falar em “satisfação” do que em “felicidade” quando o assunto é o mundo corporativo, ou o mundo do trabalho, pois assim incluímos todas as classes de trabalhadores.
Para encerrar: vivemos, segundo especialistas, a Quarta Revolução Industrial, sustentada pela Inteligência Artificial, dados em nuvem, Internet das Coisas e Big Data. Essa fusão permite maior produtividade e competitividade, mas, por outro lado, gera maiores exigências e a aceleração de processos e pessoas. A experiência talvez seja tão estressante e desgastante para os trabalhadores quanto foi a Revolução Industrial no século XIX, de onde surgiu, inclusive, o termo “Neurastenia”, um esgotamento nervoso amplamente considerado um mal-estar difuso à época.

Como podemos chamar a Neurastenia, versão século XXI?

Eustáquio Pereira

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