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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Parque Montanhas celebra 17 anos e indica um futuro diferente para Teresópolis

Hoje recheada de atrativos e muita vida, unidade de conservação ambiental deu lugar a ambiente de degradação e hostilidade

Marcello Medeiros

Quem contempla hoje um maravilhoso nascer do Sol na Pedra da Tartaruga ou se diverte no labirinto em Santa Rita, muito provavelmente não faz ideia de como era o Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis alguns poucos anos atrás. Até a assinatura da criação da Unidade de Conservação, em 06 de Julho de 2009, pelo então prefeito Jorge Mario Sedlacek, com a presença do Ministro do Meio Ambiente à época, Carlos Minc, as regiões atualmente protegidas pelo PNMMT eram um exemplo do que não fazer para manter a qualidade de vida da população: havia extração de pedras a um nível assustador entre as montanhas Tartaruga e Camelo, causando inclusive mortes na disputa pelo dinheiro gerado por esse recurso, muito lixo espalhado, início de ocupação desordenada nas proximidades dessas formações e o total desinteresse em pesquisar sobre riquezas naturais e valorizar o turismo no Segundo Distrito do município. Dezessete anos após a oficialização do Parque Montanhas, muita coisa mudou para melhor e hoje mostra um caminho que Teresópolis deve seguir para garantir um futuro para nossas próximas gerações.

Na Sede Santa Rita há trilhas mais curtas, estrutura para observação de aves e outros atrativos voltados para as famílias. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

Pedras, lixo e ocupação
A principal sede do PNMMT é a da Tartaruga, mais voltada ao montanhismo devido não só a montanha símbolo da unidade, mas pelas opções de escalada e rapel. Mas, até 2009, os extratores de pedra disputavam espaço com os montanhistas e, não tivesse sido criado o parque, provavelmente cumes importantes teriam desaparecido. As comunidades no entorno também ‘subiam as encostas’… Hoje há boa sinalização, estrutura para camping e opções de trilha diversas.

Trilha da Pedra Alpina, um dos atrativos da sede Santa Rita do Parque Montanhas de Teresópolis, no Segundo Distrito do município. Foto: Marcello Medeiros / O Diário

Da Tragédia ao foco em turismo
Em 12 de Janeiro de 2011, a região de Santa Rita foi duramente afetada pela maior catástrofe natural da Região Serrana. Alguns anos depois, o PNMMT desapropriou a antiga fazenda Urso Branco e lá criou sua sede administrativa e atrativos diferentes, para todo o tipo de visitante. Trilhas curtas, um labirinto natural, brinquedos infantis e estruturas para a observação de aves, como um bonito lago pensado para atrair as espécies com esse hábito. Hoje, são mais de 300 pássaros identificados em toda a área da unidade de conservação. Um borboletário é outro projeto em andamento no núcleo do interior, que possui dois acessos. O principal, e mais fácil, é via BR-116. A referência é a localidade de Holliday, pouco depois do Fischer e antes do posto da PRF em Três Córregos. Saindo da rodovia federal, há placas indicando o caminho até Santa Rita, atualmente totalmente asfaltado.

O labirinto natural é um dos atrativos mais procurados pela criançada na sede do interior do nosso Parque Montanhas. Foto: Gilberto Oliveira / O Diário

Quem ama, ajuda a cuidar
Como é fácil perceber, não tivesse sido apoiada a ideia de montanhistas locais de transformar essa região em um parque, inclusive com grande apoio do Diário, hoje dificilmente haveria uma Pedra da Tartaruga. Santa Rita, seria apenas ‘mais uma’ localidade do interior, com pouco o que fazer em relação ao turismo – segmento que pode garantir muitos empregos direta e indiretamente. Por isso, é fundamental celebrar os 17 anos do nosso PNMMT como exemplo do que pode ser feito para mudar a realidade não só de uma região, mas de um município.

A observação de pássaros é outra riqueza atualmente possível no PNMMT, que já identificou mais de 300 espécies em toda sua área. Foto: Marcello Medeiros / O Diário
Teresópolis 04/07/2026
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