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O DIÁRIO DE TERESÓPOLIS
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Administração municipal está deixando a Prefeitura quebrada

Abandono cria situações de risco no prédio público e calçada vizinha ao gabinete do prefeito

Wanderley Peres

Iniciada em 31 de janeiro de 2022, com prazo de entrega para três meses depois, abril de 2022, a reforma do prédio da Prefeitura não ficou pronta dois anos atrás, não ficou pronta no ano passado, como também se prometeu e não deve ficar pronta nem em abril deste ano, mais de dois anos depois que a agonia da atrapalhada reforma começou, criando transtornos aos contribuintes e uma mal estar grande em quem convive diariamente no espaço público ou próximo a ele. É que a nova empresa contratada para retomar a obra abandonada por outra, também abandonou o serviço, que está longe de ficar pronto.

Quem passa pelo paço municipal, de carro, percebe, ao longe, um canteiro de obras sujo e sem gente trabalhando, além de montes de entulhos de material e sujeira, inclusive lixo, dando uma aparência de abandono generalizado, com vários serviços começados e não terminados. Quem passa a pé, é ainda pior, e corre até riscos.

Um banheiro químico, com cheiro ruim, também ficou no local. Há cerca de 15 dias funcionários da construtoras não estariam sendo vistos no local, deixando a obra abandonada e muita sujeira

Embora diversos serviços tenham sido realizados, como a recomposição do telhado, pintura das paredes externas; depois de pintadas as paredes, várias interferências foram feitas, como cortes nas paredes para passagem de vários dutos de águas de chuva, e de ar condicionado, e de fios que estavam pendurados, restando para ser refeito o serviço. As esquadrias de madeiras já estão pintadas, mas não foram restauradas e o serviço parece tão mal feito quanto o feito anteriormente, e reprovado.

Andaimes ficam no local mesmo sem obras

BARATO SAINDO CARO

Contratada, inicialmente, em janeiro de 2022, por R$ 195.355,35, à empresa C1001 Manutenção Predial Ltda., oito meses depois, em abril de 2023, a reforma foi recontratada à outra empresa, Criar Consultoria e Serviços Ltda., que havia cobrado R$ 534.767,92, prometendo entregar o serviço pronto em curto prazo também.

De comum, essas empresas relapsas têm a tarefa da reforma, que é a mesma, “fornecimento de mão de obra e material para pintura e fachada e recomposição de telhado da Prefeitura” e a inadimplência dos prazos contratados. Apesar de ter cobrado pelo serviço mais que o dobro do que cobrou a C1001, e demorado tempo ainda maior sem concluir a obra, a nova empresa, Criar, ainda foi premiada um aditivo ao contrato, aumentando em cerca de 50% o valor da empreitada, atualizando o valor global do contrato para R$ 766.532,89 (setecentos e sessenta e seis mil quinhentos e trinta e dois reais e oitenta e nove centavos)”.

Há cerca de 15 dias funcionários da construtoras não estariam sendo vistos no local, deixando a obra abandonada e muita sujeira

Pelo que havia sido feito na obra mal contratada, a prefeitura já havia pago R$ 42.845,57 à empreiteira anterior, passando de R$ 800 mil a revitalização do prédio com o novo contrato e o seu recente aditivo. A reforma começou custando R$ 195.355,35 e chegou a R$ 834.146,38 (oitenta e três mil, cento e quarenta e seis reais e trinta e oito centavos.

Dois meses atrás, O Diário fez uma matéria sobre a reforma da calçada localizada no entorno da Praça Governador Portella, atrás da sede da prefeitura. Na ocasião foram mostrados os pedregulhos e entulhos que estavam abandonados no local e preocupavam muito os moradores, trabalhadores e pedestres. Depois da denúncia divulgada, os funcionários da empresa reapareceram e retiraram todos os restos de solo e entulhos que obstruíam a passagem e representavam riscos iminentes dentro de uma possível tempestade de verão. Mas, depois, os funcionários sumiram de novo, e a reforma aparenta estar abandonado, de novo, como já aconteceu outras vezes.

Além da obra de reforma do prédio da Prefeitura, que está sendo feita da forma mais atrapalhada e desorganizada possível, apesar do preço cobrado ter aumentado bastante, em mais de 30%, uma outra reforma está sendo feita ao lado do prédio da Prefeitura também, essa, na praça, indo até os prédios da Câmara e do Fórum. A reforma faz parte do projeto “Calçada para Todos”, de revitalização dos passeios públicos, que estão recebendo piso tátil de alerta e direcional, com superfície antiderrapante, para facilitar a circulação de pedestres, de acordo com o previsto no Manual de Calçada Acessível de Teresópolis. Do pacote de reformas, feitos com recursos de emenda parlamentar, estão as calçadas da Casa da Memória Arthur Dalmasso, dos Centros Administrativos Prefeito Celso Dalmaso e Manoel Machado de Freitas; o trecho em frente ao Shopping Popular e à Praça de Esportes Radicais e, ainda, da Rodoviária, que terá de ser refeito por estar com imperfeições.

“ESTÁ TUDO CERTO”

A Prefeitura nega que as obras estejam paralisadas, ou que o andamento dos trabalhos esteja fora do contratado. Segundo o governo, os funcionários da empresa contratada não estariam sendo vistos porque estão realizando “serviços de colocação de rufos e remanejando as unidades condensadoras de ar condicionado das fachadas para o telhado. “A equipe também trabalha na colocação de forro e no remanejamento de instalações elétricas nas salas do 3º piso”, diz o governo. Quanto à reforma da calçada no paço municipal, sem confirmar a paralização, “a Prefeitura informa que a Caixa Econômica Federal fez a transferência do recurso após a última medição e a obra seguirá dentro do cronograma do convênio”.

Edição 13/04/2024
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