Maria Eduarda Maia
Com a chegada do período de estiagem, quando a redução das chuvas e a baixa umidade do ar aumentam o risco de incêndios em vegetação e podem comprometer o abastecimento de água, a Secretaria Municipal de Defesa Civil de Teresópolis reforça as ações de prevenção, monitoramento e resposta para minimizar os impactos à população.

Em entrevista ao Diário, a secretária de Defesa Civil, Tenente-Coronel Mariana Antunes, afirmou o município já conta com um Plano Municipal para Estiagem, conhecido como ‘Plano Inverno’. “O nosso município já tem um plano municipal para estiagem, que é o Plano Inverno. No mês passado, realizamos uma reunião com as agências do município e cada uma delas apresentou seu plano de ação. O município se encontra preparado. Esse plano é um conjunto de ações e, caso necessário, todas essas agências trabalharão unidas para reduzir os riscos dessa estiagem”, afirmou.

Entre os órgãos envolvidos estão o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Ambiental, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). “São agências que estarão conosco na linha de frente”, destacou.



Áreas de maior risco
Em relação às queimadas, a Defesa Civil informou que já realizou o mapeamento dos polígonos de risco no município. “Temos mapeado esses polígonos de risco para as queimadas. Hoje os pontos mais vulneráveis são o segundo e o terceiro distritos. O nosso olhar está mais voltado para essas localidades”, explicou a secretária, pontuando que estão sendo levadas capacitações para essas áreas por meio dos Núcleos Comunitários de Proteção e Defesa Civil.
A previsão para este ano também exige atenção. Segundo Mariana, os estudos apontam para um período de seca mais prolongado na região. “Aqui para nossa região, em Teresópolis, tudo indica que teremos uma seca mais prolongada. Temos feito reuniões regularmente com nosso meteorologista e também acompanhado os órgãos oficiais da meteorologia, que estão estudando e observando o fenômeno El Niño.”

Abastecimento de água
Além do risco de incêndios florestais, a estiagem também pode afetar o abastecimento de água. Para esse cenário, a Defesa Civil afirma que já existe um planejamento. “Nós temos o GRAC, que é o Grupo de Ações Coordenadas. Nesse grupo, temos agências que já disponibilizaram e informaram que possuem reservatórios extras. O Corpo de Bombeiros, por exemplo, está à disposição para uma ajuda e cooperação com o município, caso seja necessário”, contou a secretária.

A Defesa Civil também faz um apelo para que a população contribua com o uso racional da água durante o período de estiagem. “Nesse momento, reforço que a colaboração da população é essencial para reduzirmos os riscos da estiagem. Faço um apelo para que todos usem a água de forma consciente e evitem desperdícios.”, declarou Mariana.
Orientações à população
Além da economia de água, o órgão orienta que os moradores adotem cuidados para reduzir os riscos provocados pelo tempo seco. “Com a redução das chuvas e a baixa umidade do ar, o período exige que a população se mantenha em atenção com relação à saúde e ao risco aumentado de queimadas e incêndios florestais. Evite colocar fogo em lixo, folhas secas e terrenos. Também é importante manter-se hidratado ao longo do dia, deixar os ambientes arejados, fazer a umidificação desses ambientes e ter um cuidado especial com crianças e idosos, que fazem parte do grupo mais vulnerável.”

Em caso de focos de incêndio ou qualquer situação de risco relacionada à estiagem, a população deve procurar imediatamente a Defesa Civil. “A população deve entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 0800 202 1066. Nossa equipe vai até o local verificar a ocorrência e fazemos o contato direto com o Corpo de Bombeiros. É muito importante que a população esteja trabalhando junto com a Defesa Civil.”, finalizou a tenente-coronel.
Plano Estadual de Contingência
Recentemente, o Governo do Estado do Rio de Janeiro lançou o Plano de Contingência para Seca, Estiagem e Incêndios Florestais, que reúne ações para prevenir, monitorar e responder aos impactos do período de seca. O documento estabelece protocolos de atuação integrada entre Estado e municípios e prevê o monitoramento contínuo das condições climáticas para agilizar a resposta a situações de risco.






